Aliados de Flávio Bolsonaro, TH Joias e Bacellar viram réus no STF por ligação com Comando Vermelho
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade , tornar réus o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) Rodrigo Bacellar , o ex-deputado estadual Thiego Raimundo de Oliveira Santos , conhecido como TH Joias , e o desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto .
Todos são aliados do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).
Os três estão presos e são acusados de obstrução de investigação relacionada ao vazamento de informações sigilosas de uma operação policial contra o Comando Vermelho (CV) .
A decisão também alcança Jéssica de Oliveira Santos, esposa de TH Joias, e Thárcio Nascimento Salgado, apontado pela investigação como suspeito de lavar dinheiro proveniente do tráfico de drogas na favela de Senador Camará, na Zona Oeste do Rio.
O julgamento ocorre no plenário virtual do Supremo.
Os ministros podem alterar seus votos até sexta-feira (21), quando está prevista a conclusão da análise.
O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes , votou pelo recebimento da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) .
O entendimento foi acompanhado pelos ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino .
Suspeita de vazamento Segundo a denúncia apresentada pela PGR, os acusados teriam atuado entre os dias 2 e 3 de setembro de 2025 para obter e repassar informações sobre a Operação Zargun, permitindo que TH Joias, então deputado estadual e um dos principais alvos da investigação, retirasse objetos de sua residência antes da chegada dos agentes.
Em seu voto, Moraes afirmou que os elementos reunidos durante a investigação apontam para a existência de indícios de autoria e materialidade do crime de obstrução de investigação envolvendo uma organização criminosa armada.
De acordo com o ministro, a PGR sustenta que os cinco denunciados teriam atuado em conjunto para dificultar as investigações conduzidas no Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), que tinham como objetivo desarticular uma organização envolvida, segundo a acusação, com tráfico internacional de armas e drogas, corrupção de agentes públicos e lavagem de dinheiro.
Conversa com Bacellar Moraes também citou durante o julgamento uma conversa entre Bacellar e TH Joias no dia 2 de setembro de 2025, na sede do Legislativo fluminense.
Segundo o relator, Bacellar admitiu ter conversado com TH Joias sobre a operação policial.
A PGR sustenta que o encontro ocorreu logo após a Polícia Federal ter entrado em contato com o gabinete do desembargador para tratar da data de deflagração da operação.
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