Motorola avalia impacto da carga tributária no Brasil
A Motorola mantém duas fábricas no Brasil, uma em Jaguariúna (SP) e outra na Zona Franca de Manaus, descritas pela empresa como unidades de alto nível de produtividade e qualidade.
Durante entrevista ao programa “É Negócio” da CNN Brasil, Rodrigo Vidigal, presidente da Motorola Brasil, disse que o desempenho das plantas brasileiras é equivalente ao de qualquer outra fábrica da companhia no mundo.
Apesar da capacidade instalada, as unidades operam abaixo do potencial.
“Ela é maior do que a gente produz, porque foi projetada inicialmente para atender o mercado sul-americano”, afirmou Vidigal.
Hoje, a produção se restringe ao mercado interno, já que a elevada carga tributária inviabiliza as exportações.
“É mais barato para o consumidor do Chile receber um produto da Motorola que vem da China do que o meu, que estou aqui do lado”, comparou.
Leia Mais Ações da SpaceX sobem 9,3% após reunião geral de Elon Musk sobre IA Mercado vê maior chance do BC cortar juros, mas maioria não concorda Preocupação do mercado com Brasil se sobrepõe a dados e juros sobem Potencial de crescimento travado pela carga tributária Com uma produção atual de aproximadamente 11 a 12 milhões de unidades por ano, Vidigal estima que seria possível chegar a 20 milhões, caso o Brasil conseguisse ser competitivo o suficiente para exportar para a América Latina.
“Quem perde é o país”, afirmou, ressaltando que a Motorola, como empresa global, consegue suprir cada mercado a partir da origem mais vantajosa.
A fábrica de Jaguariúna, no interior de São Paulo, segundo ele, já foi um dos maiores exportadores do país quando os smartphones começaram a ser fabricados no Brasil.
Retomada da marca e posição no mercado Questionado sobre o período em que a Motorola perdeu espaço para concorrentes como iPhone e Samsung, Vidigal reconheceu que a empresa “perdeu um ciclo de inovação” cerca de 20 anos atrás.
No entanto, destacou que a marca se recuperou enquanto outras que disputavam o mesmo espaço, como Nokia, Ericsson e Blackberry, deixaram de existir no mercado.
Hoje, a Motorola ocupa a segunda posição no Brasil, com aproximadamente um terço de participação num mercado que movimenta cerca de 35 milhões de smartphones por ano.
O Brasil é o quarto maior mercado mundial do setor, atrás apenas de Índia, China e Estados Unidos.
A estratégia de crescimento passou pela consolidação da família Moto G no segmento intermediário e pelo retorno ao segmento premium com produtos como a linha Edge, o Razr e o Signature .
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