Projeto Mina apresenta resultados de pesquisa sobre saúde e aprendizagem de crianças em Cruzeiro do Sul
O Projeto Mina, desenvolvido há 11 anos em Cruzeiro do Sul, apresentou nesta semana resultados de avaliações realizadas com crianças acompanhadas desde o nascimento. A pesquisa é coordenada por Bárbara Lourenço, professora da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), e conta com a parceria das secretarias Municipal e Estadual de Educação, escolas diocesanas e do Instituto Santa Terezinha.
As atividades desta etapa são voltadas aos professores do Ensino Fundamental I. A equipe apresenta os dados coletados no ano passado e discute com os educadores aspectos relacionados à saúde, alimentação, comportamento e convivência escolar.
O Projeto Mina acompanha crianças nascidas em Cruzeiro do Sul entre junho de 2015 e julho de 2016, principalmente moradores da área urbana. Desde o nascimento, os participantes passaram por avaliações de crescimento, desenvolvimento e condições de saúde.Segundo Bárbara Lourenço, o acompanhamento permite compreender como fatores presentes desde a gestação e os primeiros anos de vida podem influenciar o desenvolvimento e o aprendizado na idade escolar.
Entre os dados que chamam atenção está a ocorrência de anemia. De acordo com a pesquisadora, quase 10% das crianças avaliadas aos 9 e 10 anos apresentaram anemia. A condição pode prejudicar o crescimento e o desempenho escolar e, em casos mais graves, pode exigir suplementação de ferro com acompanhamento das unidades básicas de saúde.
Outro ponto observado pela pesquisa é o excesso de peso entre as crianças, considerado atualmente uma preocupação importante. O estudo reforça a necessidade de uma alimentação variada e saudável e destaca o papel da merenda escolar.
As oficinas também abordam o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), o consumo de alimentos ultraprocessados, o uso de telas, o bullying e a convivência no ambiente escolar.
Para a coordenadora do projeto, os resultados podem contribuir para que gestores públicos e escolas conheçam melhor a realidade das crianças e aperfeiçoem ações de saúde e alimentação escolar.
“É importante ter essa composição de comida de verdade, saudável, natural, e a redução do consumo de alimentos ultraprocessados”, destacou Bárbara Lourenço.
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