Duas novas espécies de escorpião são descobertas pela Unesp na Amazônia
Duas novas espécies de escorpião são descobertas pela Unesp na Amazônia Uma pesquisadora da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Araraquara (SP) faz parte de um grupo de cientistas que descobriu duas novas espécies de escorpião durante uma expedição próxima à Cachoeira do Evandro, em Mucajaí, a cerca de 60 quilômetros de Boa Vista (RR).
Com características incomuns, como diferenças na coloração e no tamanho, os exemplares encontrados na expedição realizada há quatro anos foram nomeados como Brotheas cernii e Cayooca puchus e podem contribuir para avanços científicos e médicos. 📱 Siga o g1 São Carlos e Araraquara no Instagram Em entrevista à EPTV, afiliada da TV Globo, a professora da Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCC) da Unesp de Araraquara, Manuela Berto Pucca, apontou as características que diferenciam as novas descobertas dos escorpiões encontrados no sudeste brasileiro.
"Começa que eles já têm coloração, tamanho e porte diferente dos nossos, que é o Tityus serrulatus, e, principalmente, a toxicidade do veneno", afirmou Manuela.
O professor da Universidade Federal de Roraima, Felipe Cerni, explicou como as descobertas foram diferenciadas do que já constava na literatura.
"Essa diferenciação, ela realmente precisa ser feita em laboratório com análise de acesso de lupa para poder ver os órgãos e os tamanhos também".
Duas novas espécies de escorpião foram descobertas por pesquisadora da Unesp de Araraquara na Amazônia Unesp/Divulgação Felipe afirmou que as coletas foram feitas durante o período noturno, pois de dia os escorpiões ficam escondidos.
"Nós temos uma lanterna especial, que é com luz ultravioleta, que faz com que esses animais brilhem no escuro".
A descoberta foi publicada recentemente na revista científica internacional Diversity e colabora para ampliar o conhecimento sobre a biodiversidade amazônica.
"São anos de estudo, então eu já venho estudando muito essas moléculas de escorpiões, principalmente dos aqui do sudeste, mas agora a gente quer aprimorar e avançar com esses estudos com os escorpiões da Amazônia também", explicou Manuela.
Felipe ressaltou que existem diversas espécies identificadas e que é comum achar que tudo já foi descrito, no entanto, quando o assunto é Amazônia isso muda.
"E foi uma grande surpresa para a gente ter duas espécies, não uma, mas duas lá no mesmo local".
Avanços na medicina Pesquisadores analisam as moléculas dos venenos dos escorpiões achados para potencial desenvolvimento de novos medicamentos Equipe do AT-Projeto Biota-FAPESP Além do registro de novas espécies da fauna brasileira, os animais também podem contribuir para avanços importantes na medicina.
Agora, os cientistas analisam o veneno dos escorpiões descobertos.
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