Advogado incluía “acerto” de propina policial na cobrança de honorários
O advogado Sidiclei da Costa Almeida ( imagem em destaque ) não teria apenas intermediado supostos pagamentos de propina a policiais civis.
Segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado ( Gaeco ), ele também cobrava honorários pelo serviço relacionado aos “acertos” usados para liberar cargas de eletrônicos.
Sidiclei foi preso, nesta sexta-feira (28/8), em uma operação conjunta do Gaeco e da Corregedoria da Polícia Civil contra um esquema suspeito de cobrar propina para liberar cargas de eletrônicos apreendidas por agentes públicos.
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1 de 9 Em mensagem, advogado fala sobre pagamento de "acerto" com policiais Reprodução/MPSP 2 de 9 Advogado Sidiclei da Costa Almeida Reprodução/MPSP 3 de 9 Investigador José Adriano Pereira da Silva Nishi Reprodução/MPSP 4 de 9 Policial Civil Bruno Moreno dos Santos Reprodução/MPSP 5 de 9 Viatura escolta carga em rodovia de SP Reprodução/MPSP 6 de 9 Carro a Polícia Civil durante escolta de carga de descaminho Reprodução/MPSP 7 de 9 Parte da propina era paga em dinheiro vivo Reprodução/MPSP 8 de 9 Policial civil Vagner Ramalho Reprodução/MPSP 9 de 9 Empresário Thiago Marcel Magnabosco Reprodução/Instagram Uma das cobranças localizadas no celular do empresário Thiago Marcel Magnabosco detalhava três serviços que, juntos, somavam R$ 115 mil.
Magnabosco também é investigado no caso e é apontado pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) como líder do grupo responsável pelas cargas.
Ele seguia foragido até a publicação desta reportagem.
Para os promotores, um desses itens fazia referência direta ao pagamento indevido a policiais e misturava honorários legítimos com valores relacionados à corrupção.
“Resolução de problemas” A expressão utilizada pelo próprio advogado é um dos pontos mais explícitos da investigação.
Segundo a decisão judicial, Sidiclei cobrou R$ 35 mil em honorários e registrou por escrito que parte do trabalho correspondia à “resolução de problemas relacionados à apreensão [acerto]”.
O Gaeco sustenta que sua atuação ia além da advocacia convencional.
O advogado teria negociado diretamente com agentes públicos, se deslocado até delegacias onde cargas estavam apreendidas, repassado chaves Pix e cobrado dos clientes a conclusão dos pagamentos.
Em outro episódio, Sidiclei também teria orientado a declaração de um valor menor para a carga e acompanhado sua restituição após o pagamento da propina a policiais corruptos.
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