Evitar a guerra é o melhor caminho
O Ocidente investiu tanto dinheiro e capital político na guerra contra a Rússia que não tem outra escolha senão esvaziar esse cálice amargo até a última gota.
O ponto em que ainda era possível abandonar a opção militar já passou.
O atual grupo de falcões ocidentais não pode mais ser substituído por pragmáticos que diriam: “Não tivemos sucesso.
Bem, teremos que recuar”.
À medida em que o conflito se arrasta, as chances de uma vitória, seja na aérea militar ou econômica são cada vez menores.
E, desde o início, essas chances eram duvidosas, senão lamentáveis.
Agora é hora de discutir quando o Ocidente sofrerá a derrota final, que tipo de derrota será e o que virá depois.
Quanto ao momento, o Ocidente poderia acelerar sua derrota se conseguir provocar a Rússia a uma resposta decisiva por meio da escalada.
A Rússia, ao que parece, não tem pressa.
Em uma guerra de desgaste, está gradualmente dizimando os soldados ucranianos e destruindo a infraestrutura, a energia e a indústria ucraniana.
Este é um investimento russo no futuro, um futuro aterrador, onde a Ucrânia, ou mais precisamente sua parte ocidental, se tornará uma zona tampão disfuncional se o conflito continuar nesse ritmo; o que transformar a região em uma área caótica, onde a Rússia e nem o Ocidente precisarão do referido território.
Não se pode vencer uma guerra contra uma potência nuclear, mas com um pouco de sorte, pode-se perder “sem armas nucleares”, ou seja, sobreviver à própria derrota.
Os Estados Unidos, que arrastaram a Europa para uma guerra com a Rússia, não estão se preparando para uma guerra nuclear.
O guarda-chuva nuclear estadunidense não será estendido sobre a Europa.
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