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O Tesouro IPCA+ 8% está de volta: Tesouro Direto abre com altos retornos e tombo de mais de 20% nos títulos públicos

Seu Dinheiro ·

O Tesouro Direto abriu para as negociações tardiamente nesta segunda-feira (26), oferecendo taxas bem mais altas nos seus títulos públicos do que na última sexta-feira (23).

O Tesouro IPCA+ 2032 , por exemplo, passou a oferecer novamente uma taxa superior a 8% acima da inflação , patamar que não era visto desde setembro.

Na abertura do Tesouro Direto, os títulos prefixados voltaram a oferecer taxas superiores a 15% ao ano para quem os comprar hoje e carregar até o vencimento.

As taxas desses títulos fecharam abaixo de 13% na última sexta-feira (23).

Já os papéis Tesouro IPCA+ voltaram a pagar mais que 7,5% acima da inflação, com o vencimento de 2032 subindo para 8,10%.

Na última sexta, esses papéis pagavam na faixa de 6% + IPCA.

Quando os retornos dos títulos prefixados e indexados à inflação sobem, seus preços caem na marcação a mercado.

Em diversos vencimentos, as perdas hoje chegam a mais de 10%, sendo que o Tesouro IPCA+ 2050 desaba mais de 20% de sexta para cá (veja os desempenhos mais adiante na matéria).

Reação à vitória de Lula nas urnas A plataforma de negociação de títulos públicos do Tesouro Nacional permaneceu fechada durante toda a manhã de hoje , com negociação apenas dos títulos Tesouro Selic e Tesouro Reserva, indexados à taxa básica de juros.

A suspensão das negociações de títulos prefixados e indexados à inflação é praxe quando há forte volatilidade no mercado de juros futuros (DIs futuros), no qual se baseiam as taxas oferecidas por esses papéis.

Os contratos de DIs amanheceram hoje em forte alta, de mais de 20% nos vencimentos mais longos.

O mercado passou a ver a taxa de juros de volta aos 15% no futuro, mesmo patamar em que estava a Selic no início do último ciclo de cortes.

O mercado reage à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no último domingo (25), contrariando as expectativas de vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL), que vinha como favorito.

Flávio é visto pelos investidores como mais afeito a um ajuste fiscal e a medidas de responsabilidade fiscal, muito aguardadas pelo mercado para que o Brasil possa praticar juros mais baixos.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.seudinheiro.com — o conteúdo pertence a Seu Dinheiro.

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