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A postura do governo Lula diante da revelação de mais de mil mortes na terra Yanomami

Veja ·
A postura do governo Lula diante da revelação de mais de mil mortes na terra Yanomami

Na edição de VEJA que está nas bancas, o Radar mostrou que dados do Ministério da Saúde apontavam a ocorrência de 1.121 mortes de indígenas Yanomami nos primeiros três anos de governo Lula .

O dado é maior que o registrado na gestão de Jair Bolsonaro, quando 951 indígenas morreram.

A informação, que deveria assustar qualquer gestor público, provocou reação contrária no governo Lula, que se indignou com a revelação das mortes e não com o próprio quadro de crise humanitária na terra Yanomami, como denuncia a presidente da Comissão de Direitos Humanos do Senado, Damares Alves .

Ministro da Saúde, Alexandre Padilha gravou um vídeo para defender o governo, destacar as ações da atual gestão e criticar a revelação dos dados pelo Radar.

Detalhe: os dados publicados em VEJA são de documentos do próprio ministério comandado por Padilha — e são até maiores: 1.138 e não a informação original repassada pela comissão que trata do tema no Senado (veja quadro abaixo).

A Presidência da República também enviou nota dizendo que “o Governo Federal considera grave a divulgação de análises inverídicas sobre a situação na Terra Indígena Yanomami a partir de dados apresentados sem a devida contextualização epidemiológica, histórica e operacional”.

Não se trata de exaltar ou ocultar ações do atual governo.

Trata-se de mostrar que mesmo com tudo que o governo diz ter feito, as mortes seguem em patamar elevado — e não há nada de inverídico nesse lamentável fato.

Para o governo petista, no entanto, tudo parece ter conotação eleitoral.

Continua após a publicidade A preocupação do ministro da Saúde, no vídeo, é com o impacto que a notícia pode ter na campanha de Lula.

Não em explicar o motivo de tantas mortes na terra Yanomami, que chamaram a atenção de órgãos públicos, que farão visita técnica nas próximas semanas na região.

Os dados do governo mostram que, entre 2023 e 2025, como revelou VEJA, os Yanomamis continuaram morrendo por desnutrição (104 óbitos), por malária (47 óbitos) e por doenças respiratórias (219 óbitos). <span class="hidden">–</span> Ministério da Saúde/Divulgação Continua após a publicidade O ponto inicial da postagem de Padilha se referiu ao retrato que abria a nota, uma foto ilustrativa da crise Yanomami durante a gestão de Jair Bolsonaro — algo óbvio, já que a revelação do Radar tratou de mostrar que a tragédia, tanto na gestão bolsonarista quanto na petista, segue em semelhante patamar de mortes, segundo dados oficiais.

Não se trata de apontar quem foi melhor, mas sim de mostrar que os Yanomamis continuam ameaçados, independentemente do governo de turno.

“Chocante essa imagem, né? Isso aqui pode ser utilizado para espalhar mentiras e tentar influenciar as eleições.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.

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