PF indicia Vorcaro e ex-presidente do BRB por esquema de fraude bilionária
A Polícia Federal (PF) enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira (28), um relatório parcial de mais de 700 páginas que indicia 15 pessoas por fraudes envolvendo o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB).
Entre os indiciados estão o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa.
O documento, produzido no âmbito da Operação Compliance Zero, descreve um esquema de gestão fraudulenta, organização criminosa e lavagem de dinheiro que causou perdas bilionárias ao BRB, instituição financeira pública cujo acionista majoritário é o governo do Distrito Federal.
PF indicia Daniel Vorcaro e mais 14 por esquema no Banco Master e BRB O relatório parcial faz parte do principal inquérito que apura irregularidades nas operações entre o Banco Master e o BRB.
O documento formaliza o indiciamento de 15 pessoas por suspeita de participação em práticas ilegais relacionadas à tentativa de compra do Banco Master pelo BRB.
Além de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, e Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, está entre os indiciados Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro.
No mesmo relatório, os delegados responsáveis pelo caso solicitaram um prazo adicional de 60 dias para dar continuidade às investigações, concluir perícias em andamento e apresentar um relatório complementar.
O pedido será analisado pelo ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal.
O BRB tentou comprar o Banco Master e chegou a injetar R$ 16,7 bilhões na instituição de Vorcaro.
A operação, no entanto, foi barrada pelo Banco Central.
Posteriormente, o banco público descobriu que parte das carteiras de crédito adquiridas era fraudulenta e não possuía lastro.
O papel de Vorcaro e o prejuízo ao BRB Segundo o relatório da Polícia Federal, Daniel Vorcaro e Paulo Henrique Costa integravam o “núcleo estratégico da organização criminosa” que tentou viabilizar a compra do Banco Master pelo BRB entre 2024 e 2025.
Os investigadores apontam Vorcaro como o principal responsável pelas decisões que sustentavam o esquema, e não apenas como um gestor que teria cometido irregularidades na administração da instituição.
“Na condição de controlador do Banco Master, Vorcaro ocupava o centro decisório da estrutura examinada e era o principal beneficiário econômico das operações destinadas à obtenção de liquidez para a instituição”, concluiu a Polícia Federal no relatório.
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