Procuradores da Lava Jato são suspeitos de vazamento do caso Lulinha à revista Veja, dizem fontes da PF
Passados 20 anos desde que divulgou “O Ronaldinho de Lula” , primeira “reportagem” em que acusou Fábio Luís Lula da Silva de atuar como “lobista”, no caso Gamecorp, a quatro dias do segundo turno das eleições presidenciais, a revista Veja divulgou nesta quinta-feira (20) uma capa repetindo a mesma acusação contra o filho do presidente.
Fontes ouvidas pela Fórum na Polícia Federal (PF) suspeitam que o material, ainda em fase de investigação, foi vazado por integrantes da ala lavajatista da cúpula do Ministério Público Federal (MPF).
Após o fracasso da investida em 2006, o propalado caso Gamecorp teve o inquérito criminal arquivado pela Justiça Federal de São Paulo por falta de provas concretas de recebimento ou promessa de vantagem para influenciar funcionário público.
A mesma tática vem se sendo reproduzida desde então, com decisões semelhantes da Justiça, conforme revelou a Fórum .
Capas da Veja em outubro de 2006 e da última quinta-feira (20): mais do mesmo (Reprodução) A estratégia se repete em 2026.
E volta a usar a dobradinha com operadores da Lava Jato, que abriram as portas do Palácio do Planalto para Jair Bolsonaro em 2018, em uma decisão do então juiz Sergio Moro, que levantou sigiloso de uma delação sem provas do ex-ministro da Fazenda, Antônio Palocci, às vésperas do primeiro turno das eleições com Fernando Haddad no lugar de Lula, preso por decisão também do ex-titular da 13ª Vara Federal de Curitiba.
Segundo apuração feita pela Fórum junto a fontes da Polícia Federal (PF), o esquema segue agora com Flávio Bolsonaro.
A tática é a mesma: a construção de dutos para vazamento seletivo de informações e inquéritos para a mídia liberal que possam alimentar o inconsciente coletivo criado em torno da figura do filho de Lula.
Agentes da Polícia Federal ouvidos pela Fórum suspeitam que procuradores com ligação íntima com a Lava Jato, Sergio Moro e Deltan Dallagnol, que aparelham a Procuradoria-Geral da República desde a ascensão de Paulo Gonet estariam por trás dos vazamentos.
O destino seriam jornalistas de confiança da mídia liberal, já conhecidos dos tempos de Lava Jato, como Ricardo Chapola, repórter veterano que obteve o vazamento da íntegra do inquérito parcial contra Lulinha que ilustrou a capa da Veja, onde chegou após atuação de destaque na equipe investigativa do Estadão na Lava Jato, em 2015.
Os inquéritos sob encomenda Os pedidos de abertura de três inquéritos contra Fábio Luís por setores lavajatistas da PF, ocorreram após a candidatura de Flávio Bolsonaro naufragar com as revelações da “irmandade” com Daniel Vorcaro, preso no escândalo do Banco Master.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em revistaforum.com.br — o conteúdo pertence a Revista Fórum.