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MPC pede suspensão de repasse milionário da UERR a instituto suspeito de irregularidades

G1 Roraima ·
MPC pede suspensão de repasse milionário da UERR a instituto suspeito de irregularidades

Universidade Estadual de Roraima (UERR), campus Boa Vista UERR/Divulgação O Ministério Público de Contas (MPC) de Roraima pediu ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-RR) a suspensão de repasses previstos em uma parceria entre a Universidade Estadual de Roraima (UERR) e o Instituto Brasileiro de Cidadania e Ação Social (IBRAS).

O órgão suspeita de irregularidades no acordo, fechado em novembro de 2025, durante a atual gestão da universidade, que prevê o repasse de R$ 8,3 milhões ao instituto.

Desse total, R$ 1,1 milhão já foi pago, e o MPC quer o bloqueio de bens dos responsáveis nesse mesmo valor. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp Em nota, a UERR informou que ainda não foi notificada sobre o pedido do MPC e ressaltou que prestará esclarecimentos aos órgãos competentes quando for.

O valor total a ser repassado ao instituto é de R$ 8.353.911.

Em 10 de dezembro de 2025, a UERR já havia transferido R$ 1.122.915 ao IBRAS.

Segundo o MPC, nessa data o instituto estava impedido por 80 dias de firmar novas parcerias com o poder público.

O órgão afirma ainda que o pagamento foi feito sem nenhum documento que comprove a execução dos serviços.

Não há relatório de execução, notas fiscais, registros de reuniões, listas de presença ou qualquer material produzido pelo instituto.

A investigação começou em março deste ano, depois de uma denúncia anônima.

O MPC pediu sete processos administrativos à UERR, mas parte dos documentos só foi entregue 35 dias depois do prazo inicial.

Leia também: Ex-reitor investigado por corrupção e agressão à mulher é nomeado para cargo no MPC-RR TCE-RR abre auditoria na Universidade Estadual de RR para fiscalizar contratos Ex-vice é eleito reitor da Universidade Estadual de Roraima Para o procurador-geral de Contas, Paulo Sérgio Oliveira de Sousa, o MPC precisou agir para evitar novos prejuízos.

"Quando identificamos indícios consistentes de irregularidades e, principalmente, risco de novos pagamentos, precisamos levar os fatos ao Tribunal de Contas e buscar medidas capazes de impedir que o possível dano aumente", afirmou.

Um dos pontos analisados é o credenciamento do IBRAS junto à universidade.

Em 30 de julho de 2025, sete servidores de cinco setores da UERR praticaram 11 atos administrativos em pouco menos de sete horas, até fechar o credenciamento.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Roraima.

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