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Reclamações por barulho crescem mais em bairros com arenas e parques que recebem shows em SP

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Reclamações por barulho crescem mais em bairros com arenas e parques que recebem shows em SP

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A criação de um bosque urbano nos anos 1990 premiou moradores do bairro residencial City Boaçava. Terrenos alagadiços deram lugar ao parque Villa-Lobos , uma das principais áreas de lazer da zona oeste da cidade de São Paulo .

Morador há 25 anos, o engenheiro Ricardo Bressiani, 67, viu a transformação diante da sua janela. Mas, recentemente, a tranquilidade de uma vizinhança de área verde deu lugar ao som potente dos concertos musicais, aos megafones de animadores de corrida de rua e às marteladas para montagens de palcos no local, intensamente explorado para a realização de eventos.

Em alta em toda a capital paulista, as queixas por ruído enviadas ao Psiu (Programa Silêncio Urbano) cresceram mais nos distritos que possuem as principais arenas e parques onde ocorrem shows ao ar livre.

Embora seja impossível atribuir o fenômeno a um único fator, especialistas e representantes de associações de moradores afirmam que a atual dinâmica de utilização desses espaços é hoje um dos principais motivos de perturbação do sossego.

Na comparação do biênio 2018-2019 (pré-pandemia) com o de 2024-2025 (pós-pandemia), houve aumento de queixas ao Psiu em nove distritos paulistanos que possuem parques ou arenas com grande frequência de locações para eventos. O volume médio desse tipo de ocorrência nesses locais subiu 94%, passando de 3.951 para 7.653.

Sem essas regiões no cálculo, o volume de chamados teve alta de 86%, avançando de 40,2 mil para 74,8 mil, segundo informações do serviço de reclamações 156 da prefeitura, extraídas pela plataforma de tecnologia de dados urbanos OSPA Place e agrupadas pela Folha . Para a reportagem, foram considerados somente registros que estão atribuídos a algum dos 96 distritos da cidade.

A gestão do prefeito Ricardo Nunes ( MDB ) afirma que não é correto atribuir os números de reclamações de ruído unicamente ao funcionamento de arenas. A prefeitura também afirma que, nos locais destinados à realização de grandes eventos, o Psiu realiza fiscalizações e que a Guarda Civil Metropolitana realiza patrulhamentos em toda a cidade.

Alto de Pinheiros, distrito onde fica o Villa-Lobos, apresentou o maior aumento percentual entre as regiões com grandes áreas para eventos. As ocorrências subiram 133% –de 82 para 191.

Bressiani é membro da Sociedade Amigos do Bairro City Boaçava, uma das entidades que encabeça ações pela mitigação do incômodo. Medições desses moradores registraram picos de 70 decibéis no interior das residências, superando a variação de 45 a 50 decibéis permitidos das 7h às 22h e os 40 decibéis das 22h às 7h. "O que mais me assusta é a alta frequência dessas atividades, com mais de uma no mesmo dia", diz.

A Reserva Parques, concessionária do Villa-Lobos, afirmou atuar em conformidade com o contrato de concessão e legislação, com monitoramento contínuo e adoção de medidas para minimizar eventuais impactos.

Espaços tradicionalmente voltados a receber grandes eventos e com longo histórico de queixas de ruído mostram agravamento da questão. É o caso da Consolação.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.

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