'Brazilian Storm' da F1 ganha destaque no caminho para a categoria máxima
Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× O Brasil voltou a ter um piloto na Fórmula 1 após oito anos quando Gabriel Bortoleto foi contratado pela Audi em 2025. Mas ele pode receber companhia muito em breve de outros dois nomes que vêm se destacando nas categorias de base: Rafael Câmara e Pedro Clerot.
O primeiro é campeão da Fórmula 3 e atualmente corre na Fórmula 2, onde também briga pelo título. Câmara também está sendo um dos nomes mais cotados para assumir uma vaga na Haas no ano que vem — em um teste realizado pela equipe americana, ele foi o melhor ao concorrer com outros dois pilotos .
Já Clerot finalizou sua primeira temporada na Fórmula 3 no último final de semana, no GP de Madri, e conquistou sua primeira vitória. Com uma temporada de estreia sólida, Clerot terminou em 6º lugar no campeonato, deve seguir na categoria em busca do título e consolidar a 'Brazilian Storm' da Fórmula 1, como explicou a colunista Julianne Cerasoli durante o Pole Position , programa do Canal UOL , ao comparar os pilotos com os brasileiros do surfe.
Eu estava falando com Pedro depois da corrida e perguntei se podemos usar o termo que usamos no surfe, da Brazilian Storm. Ele e o Bortoleto são muito amigos, já moraram juntos, são pilotos que se ajudam. O Rafa também é amigo dos dois, eles correram juntos no kart, é uma geração que veio junto e veio forte. Julianne Cerasoli, no Pole Position, programa do Canal UOL
Além da amizade devido a anos correndo juntos no Brasil e na Europa, o trio de pilotos promissores possui outro elo que os une. Os três trabalham com Roberto Streit, piloto que foi um dos mais promissores da base brasileira no início dos anos 2000 e agora virou coach de perfomance — Streit esteve ao lado de Bortoleto em seus títulos na F2, na F3, e agora na F1; de Câmara em seu título na F3; e até de Drugovich em seu título na F2.
E eles têm um elemento que une os três, que é um cara que não gosta muito de aparecer, o Roberto Streit, que foi piloto e é o coach de performance do Bortoleto na Audi. Ele também acompanha o Pedro, o Rafa e vários outros pilotos. É um elo de ligação desses três pilotos que andam muito forte e com muita qualidade. A gente pode começar a falar em uma tendência, esses três pilotos vindo juntos talvez para chegarem na Fórmula 1. Julianne Cerasoli
Se Rafael Câmara já é um nome muito cotado para uma vaga na Fórmula 1 em 2027, um título da Fórmula 2 pode dar ainda mais força. Depois de ter uma primeira metade de temporada com mais dificuldades, o pernambucano está em boa fase e vem tirando a diferença para o líder Nikola Tsolov — atualmente, são 177 pontos contra 170.
O que aconteceu em Madri foi a tendência das últimas corridas, do Rafa tirando pontos em relação ao Tsolov, que vem cometendo erros na segunda metade da temporada. O Rafa vem chegando e crescendo. Se esperava que ele fosse para a liderança do campeonato no domingo, mas a Invicta [equipe de Câmara] parou num momento não muito bom. Depois ele voltou e teve punição por um toque. Muita coisa deu errada na corrida e mesmo assim ele fez um ponto a mais.
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