Voz de prisão de Amanda Vettorazzo vira alvo de questionamentos após empresa negar vínculo com acusado
A vereadora Amanda Vettorazzo (União Brasil) deu voz de prisão em flagrante a um homem que supostamente tentou suborná-la dentro de seu gabinete, na Câmara Municipal de São Paulo .
O episódio ocorreu na tarde de terça-feira, 25 de agosto de 2026.
O suspeito, identificado formalmente como Diego Fernando Oporto Soliz , ofereceu propina para obter facilidades em uma futura licitação de câmeras corporais para a Guarda Civil Metropolitana (GCM) .
De acordo com a parlamentar, o homem ofereceu uma antecipação de R$ 200 mil em espécie como “sinal”, além de uma comissão que variava entre 5% e 10% sobre um contrato estimado em R$ 60 milhões.
O valor total da vantagem indevida poderia alcançar R$ 6 milhões.
Flagrante gravado em gabinete Amanda Vettorazzo registrou um boletim de ocorrência preventivo antes de receber o suspeito e decidiu gravar a reunião.
De acordo com os registros de áudio e vídeo obtidos pela imprensa, o homem sugeriu o pagamento inicial para garantir que as negociações avançassem.
“O que você está fazendo é um crime”, confrontou a vereadora durante o diálogo gravado.
Um fato que causa estranheza é o áudio da gravação sumir no exato momento em quela dá voz de prisão para o acusado.
Veja abaixo: https://x.com/CaminhoDaMissao/status/2092433515035967940/history Após o interlocutor assentir e responder “sim”, Amanda Vettorazzo deu voz de prisão imediatamente.
Em declarações dadas a jornalistas na saída da delegacia, ela detalhou como o grupo agiu inicialmente na Câmara: “Ele falou: ‘Eu sei que você atua na segurança pública, eu represento uma empresa que tem várias soluções de tecnologia’.
Ele perguntou se poderia apresentar [a solução] na Comissão de Segurança Pública, e eu falei: ‘Claro’.
Ele foi acompanhado de dois técnicos, apresentou a proposta e acabou sendo refutado em vários pontos por questões técnicas”, afirmou a parlamentar.
Uma integrante da GCM conteve o homem até a chegada da polícia, e o flagrante por corrupção ativa foi ratificado.
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