Clariana Barão é de esquerda ou de direita? Entenda o posicionamento da candidata à presidência
Candidata à Presidência da República pelo Democracia Cristã (DC), Clariana Barão, 39, natural de Cuiabá (MT), lançou como plataforma de governo um plano simples, intitulado “Proteger Hoje, Transformar o Amanhã”, em que propõe a proteção de mulheres e crianças e dos “meios necessários para produzir autonomia, oportunidade, liberdade, saúde e capacidade de entrega”.
Barão propõe simplificar regulações para empresas, apoiar pequenos negócios e expandir parcerias público-privadas (PPPs), além de estimular concessões em projetos de infraestrutura e logística para “enxugar a máquina pública”.
Ela defende uma reforma administrativa no governo federal e é a favor de uma reforma da Previdência com regras mais rígidas e elevação da idade mínima para se aposentar.
Em entrevista ao RepórterMT, em agosto de 2026, a cuiabana teceu elogios ao ex-presidente Jair Bolsonaro pela escolha da equipe técnica de seu governo, a exemplo do ex-ministro da Economia Paulo Guedes, e criticou a atual gestão do governo Lula como “um governo para os ratos fazerem a festa”.
Segundo a candidata, “[Bolsonaro] teve o discernimento de descentralizar esse poder adequadamente com pessoas competentes que sabiam o que estavam fazendo”.
Em relação à tentativa de golpe e a invasão dos Três Poderes de 8 de janeiro de 2022 , Clariana afirmou, em entrevista ao Correio Braziliense, que não concederia anistia aos envolvidos, embora defendesse a individualização das condutas e a proporcionalidade das penas.
Entre as propostas de sua candidatura está a formação de um governo composto por até 50% de mulheres, inclusive em áreas da economia.
O partido de Barão, Democracia Cristã, de orientação conservadora, foi fundado em 1995 sob a denominação Partido Social Democrata Cristão (PSDC) e adotou a atual sigla em 2017.
A legenda passou a enfatizar mais explicitamente, ao longo dos últimos anos, pautas associadas à direita, como valores cristãos, liberdade econômica e redução da intervenção estatal.
A democracia cristã defende pautas sociais baseadas nos princípios religiosos do cristianismo e uma economia com baixa regulação do Estado, apesar de apoiar políticas de proteção e defesa de minorias, como mulheres e crianças, “fundamentada na dignidade da pessoa humana”.
Na segurança pública, o programa da candidata pelo partido prevê monitoramento tecnológico das fronteiras, combate ao narcotráfico e ao tráfico de armas, rastreamento financeiro de organizações criminosas e utilização de dados para orientar o policiamento.
Em diálogo com propostas de outros candidatos da direita, também ecoa a necessidade de endurecer penas.
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