Goiânia terá a maior Casa Ronald McDonald da América Latina e a primeira que nasce sustentável
Nova unidade em Goiânia é erguida do zero em terreno cedido pelo governo de Goiás e deve ficar pronta até o final de 2026 (Divulgação)
Nove casas de apoio, 17 espaços e o dobro de famílias atendidas por ano. Esse é o plano de expansão da Casa Ronald McDonald no Brasil até 2030, revelado em primeira mão à EXAME.
A aposta já começa a sair do papel em Goiânia , onde a organização ergue a maior unidade da rede na América Latina e a primeira construída do zero de forma 100% sustentável.
A organização integra a rede global Ronald McDonald, presente em 62 países, e atua há 27 anos no país oferecendo hospedagem, alimentação e transporte a famílias que precisam se deslocar de suas cidades de origem para tratar filhos com doenças graves.
Historicamente, o apoio era destinado ao câncer infanto-juvenil, e, desde um reposicionamento em maio deste ano, passou a incluir outras condições de alta complexidade, como cardiologia, neurologia e nefrologia .
A mudança também alterou a identidade da marca, que deixou de se apresentar como instituto e passou a adotar o nome Casa Ronald McDonald Brasil , seguindo um padrão global do movimento de impacto social.
O público-alvo é quem enfrenta meses ou anos de tratamento longe de casa, sem condições de arcar com os custos de estadia e deslocamento.
Atualmente, a ONG opera seis casas e 11 espaços no país, atendendo cerca de 9 mil famílias por ano.
"Nosso sonho é que nenhuma família deixe de fazer o tratamento porque não tem suporte ", diz Mariana Gomes, gerente de Parcerias Estratégicas e Relacionamento da Casa Ronald McDonald Brasil, em entrevista à EXAME.
É essa missão que sustenta a expansão de 2026 e a mesma lógica por trás do investimento mais ambicioso em mais de duas décadas de presença no Brasil: uma casa de 2 mil m² erguida do zero ao lado do Hospital Cora, em Goiânia, com inauguração prevista até o fim do ano.
Sob critérios de sustentabilidade , a unidade nasce com madeira engenheirada, telhado verde, reaproveitamento de água, energia solar e um projeto de climatização pensado para reduzir a dependência de ar-condicionado.
Segundo a gerente de parcerias estratégicas e relacionamento, as demais casas da rede foram adaptadas em estruturas já existentes, enquanto a nova está em construção em um terreno cedido pelo governo de Goiás, o que permitiu o projeto nascer do zero.
A executiva destaca que as outras duas previstas para este ano ainda não têm data definida, mas a organização já mapeia São Paulo como prioridade, dado o volume de hospitais de tratamento oncológico e de alta complexidade concentrado na capital.
A escolha de Goiânia também não foi aleatória. Segundo Mariana, havia uma migração relevante de pacientes goianos para tratamento em outros estados, sobretudo no Sudeste.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em exame.com — o conteúdo pertence a Exame.