Ações da Casas Bahia desabam com perda bilionária e recuperação judicial
As ações da Casas Bahia (BHIA3) abrem a semana em queda superior a 30%, após a empresa apresentar um prejuízo de R$ 10,1 bilhões no segundo trimestre e recorrer a um pedido de recuperação judicial.
Papéis da varejista desabam na Bolsa de Valores. Por volta das 10h53, as ações da Casas Bahia recuavam 30,3% e eram negociadas a R$ 0,46. A variação é a maior baixa do pregão, no momento em que o Ibovespa registra leve queda.
Variação surge alinhada com prejuízo reportado. A Casas Bahia relatou uma perda de R$ 10,1 bilhões no segundo trimestre , valor bem acima do prejuízo de R$ 978 milhões registrado no mesmo período do ano passado.
Casas Bahia solicitou recuperação judicial. No pedido apresentado à 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, a rede varejista relata ter dívidas de R$ 17,3 bilhões e ressalta a deterioração de suas condições econômico-financeiras.
Dívida relatada pela varejista tem caráter diverso. Do total, R$ 16,4 bilhões são de credores quirografários (sem garantias). As demais fatias são divididas entre R$ 754 milhões de dívidas trabalhistas e R$ 154 milhões a microempresas ou empresas de pequeno porte.
Mercado recebeu as informações com cautela. Matheus Matos, sócio da MA7 Capital, avalia que o elevado patamar das taxas de juros "come o ganho operacional antes de ele virar lucro", o que é extremamente prejudicial para o ramo varejista. "O que separa quem sobrevive de quem não sobrevive hoje não é vender mais, é o perfil de vencimento da dívida e o acesso à garantia", analisa.
Outras varejistas caminham em direção oposta. Também atuantes no segmento de móveis e eletrodomésticos, a Magazine Luiza (MGLU3) e a Americanas (AMER3) apresentam alta de, respectivamente, 6,91% e 4,01%.
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em economia.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Economia.