Ex-sócio que virou juiz precisou ir à justiça para cobrar um milhão de Nelson Wilians
Depois da coluna GENTE publicar com exclusividade a ação judicial de inadimplência que pedia a execução e despejo de parte da sede do escritório do advogado Nelson Willians , outra disputa envolvendo o escritório e um de seus antigos integrantes chegou à Justiça com uma cobrança próxima de um milhão de reais.
O autor da execução é Fábio da Costa Vilar , ex-sócio da banca e atualmente juiz de Direito no Maranhão.
O processo tramitou na 15ª Vara Cível de Santo Amaro, em São Paulo, e transitou em julgado em março.
A origem do conflito está na saída de Vilar da sociedade, formalizada em agosto de 2024.
Pelo acordo de dissolução, o escritório se comprometeu a pagar ao ex-sócio R$ 1,92 milhão em distribuição de lucros, divididos em 24 parcelas mensais de R$ 80 mil.
O documento também registra que ele deixava a advocacia diante de sua iminente nomeação como juiz, o que é exigido por lei.
Segundo a ação, o último pagamento teria ocorrido em setembro de 2025.
Com parcelas de outubro, novembro e dezembro daquele ano em aberto — e posteriormente a de janeiro de 2026 —, Vilar acionou uma cláusula contratual que previa o vencimento antecipado de todo o saldo remanescente após três parcelas consecutivas não pagas.
O valor ainda devido, cerca de R$ 970.000 mil reais.
Entre as medidas requeridas estava a possibilidade de bloqueio de ativos e penhora para assegurar o recebimento.
O processo, porém, teve uma solução rápida.
Após a citação do escritório, as partes comunicaram à Justiça, em 12 de fevereiro, que haviam chegado a um acordo.
A banca se comprometeu a pagar R$ 320 mil à vista, correspondentes às quatro parcelas vencidas, além de ressarcir R$ cerca de 20 mil reais em custas processuais e pagar R$ 32 mil em honorários aos advogados do credor.
Continua após a publicidade Um detalhe chama atenção: o acordo não eliminou as obrigações futuras previstas na saída societária.
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