Selic caiu: o que muda para ações de consumo, imóveis e bancos na Bolsa
A Selic caiu para 13,75% ao ano , mas o impacto da decisão do Banco Central tende a ser diferente entre os setores da Bolsa.
Empresas ligadas ao consumo, ao mercado imobiliário e ao sistema financeiro sentem a redução dos juros por canais distintos — do custo de capital ao financiamento de clientes, passando por crédito, inadimplência e demanda.
Essa diferença também aparece nos gráficos dos principais índices setoriais da B3.
Enquanto o Índice Financeiro ( IFNC ) mantém uma estrutura técnica positiva, o Índice de Consumo ( ICON ) tenta sustentar uma recuperação de curto prazo e o Índice Imobiliário ( IMOB ) ainda negocia dentro de um canal de baixa.
Gustavo Assis, CEO do Asset, chama atenção para a velocidade com que a mudança nos juros chega primeiro aos mercados financeiros.
“Curvas de juros, emissões de dívida, crédito privado e ativos de maior duração conseguem incorporar rapidamente uma mudança de expectativa”, afirmou.
Segundo ele, o efeito sobre consumo e investimento produtivo tende a aparecer mais lentamente, ao longo dos próximos trimestres.
É justamente essa diferença de transmissão que ajuda a explicar por que os três setores podem reagir de maneiras distintas ao mesmo movimento do Copom.
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Construção, incorporação e compra de imóveis dependem de financiamento de longo prazo, o que torna a trajetória dos juros relevante tanto para empresas quanto para consumidores.
André Caruso, CEO da Pilar Capital, destaca que a redução da Selic não se transmite de forma imediata para todo o setor.
“A queda da Selic para 13,75% é relevante para o mercado imobiliário porque o setor trabalha com decisões de longo prazo e utiliza intensivamente crédito.
O impacto, no entanto, ocorre em etapas.” Saiba mais: Goldman: Cyrela e Direcional sobem, mas estão baratas frente outros ciclos eleitorais Segundo ele, o movimento começa nas curvas e no custo das novas captações, passa pelas operações estruturadas e pelo financiamento das empresas e só depois chega de forma mais ampla à capacidade de compra do consumidor.
Caruso ressalta ainda que muitas operações do setor dependem mais da curva de juros de médio e longo prazo do que da taxa básica de uma única reunião.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.