Nunca antes: bolsa, dólar e juros reagem à reeleição de Lula com circuit-breaker no radar dos investidores
Em virada inédita, Lula (PT) vence Flávio Bolsonaro (PL) com votação recorde e se reelege para mais um mandato como presidente; analistas projetam forte correção na bolsa, no câmbio e nos juros
Uma das expressões mais usadas por Luiz Inácio Lula da Silva ( PT ) ao longo de seus dois primeiros mandatos como presidente (2003-2010) foi "nunca antes na história desse país".
Factual em muitos casos, exagerado em tantos outros, o uso do " nunca antes " era motivo de brincadeira entre os jornalistas que cobriam o dia a dia do presidente. Em pronunciamentos e entrevistas coletivas, havia até quem apostasse informalmente sobre o que seria o "nunca antes" do dia.
Lula diminuiu consideravelmente o uso da expressão durante seu terceiro mandato, mas a virada sobre Flávio Bolsonaro ( PL ) no segundo turno das eleições presidenciais de 2026 autoriza uma revisita ao "nunca antes".
Nunca antes na breve experiência democrática brasileira um político foi eleito presidente quatro vezes. Também nunca antes o candidato que passou em segundo lugar no primeiro turno das eleições presidenciais no Brasil conseguiu a virada no segundo.
Concluída a apuração, Lula reelegeu-se com votação recorde. No trabalho da Carolina Gama, você confere os detalhes do resultado das eleições .
O mercado financeiro reage nesta segunda-feira (26) à vitória de Lula e a todas as suas repercussões. Nunca antes o Ibovespa teve o circuit-breaker acionado na esteira de um resultado eleitoral, mas analistas advertem que isso pode acontecer hoje.
Se depender do EWZ, o circuit-breaker está contratado. O principal ETF de ações brasileiras no exterior caía mais de 20% nas primeiras horas desta segunda-feira. Os ADRs de empresas brasileiras também despencam na abertura do pré-mercado em Nova York.
Na reportagem especial de hoje do Seu Dinheiro, a Camille Lima explica por que a expectativa é de um início de semana turbulento na bolsa.
O fato é que muitos investidores davam como certa a vitória de Flávio Bolsonaro. Diante disso, a reação do campo derrotado também entra na conta. Para surpresa de zero pessoa, Flávio Bolsonaro já adiantou que vai contestar o resultado das urnas .
Acredita-se que a contestação envolverá a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de prorrogar por duas horas o horário de votação .
De qualquer modo, na avaliação do BTG Pactual, não há margem para questionar o resultado .
Para os analistas do banco, a capacidade de articulação do presidente reeleito com o Congresso, a composição da equipe econômica e a disposição do governo para avançar com medidas de ajuste fiscal configuram os principais ponto de atenção para os investidores.
Nesse sentido, é preciso lembrar que nunca antes o Palácio do Planalto e o Congresso estarão tão desalinhados politicamente quanto a partir de 2027.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.seudinheiro.com — o conteúdo pertence a Seu Dinheiro.