Financiamento imobiliário em tempos de juros altos: o que saber antes de assumir um casamento de décadas com o banco?
Comprar a casa própria é um dos grandes sonhos de quase todo brasileiro.
Para muitos, ter um imóvel gera a sensação de segurança financeira por dar adeus ao aluguel, mais autonomia para quem sai da casa dos pais e até uma estratégia de investimento.
Independentemente da motivação, atingir esse objetivo pode exigir um processo custoso e demorado: o financiamento imobiliário .
Só nos seis primeiros meses deste ano, mais de 680 mil imóveisforam financiados em todo o país, segundo a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) .
Uma pesquisa do Grupo OLX mostra que 83% dos brasileiros com interesse na compra de um imóvel enxergam no financiamento imobiliário a porta de entrada para esse objetivo.
Mas antes de assinar um contrato, é importante entender as regras, taxas, os documentos necessários, sistemas de amortização de juros e como se planejar financeiramente.
Afinal, estamos falando de uma dívida que pode durar até 35 anos e funciona quase como entrar em um casamento de longo prazo com o banco.
Entendendo um financiamento imobiliário No financiamento imobiliário, o banco antecipa a maior parte do valor ao vendedor do imóvel, que pode chegar até 80% do preço total da casa ou apartamento, e o comprador devolve esse dinheiro em parcelas mensais, com juros, ao longo de 35 anos — para quem já está em idade mais avançada, o prazo do contrato deve ser menor para não ultrapassar a marca de 80 anos e 11 meses do devedor.
Os contratos de financiamento habitacional no Brasil são feitos com alienação fiduciária, isto é, o bem financiado — no caso, o imóvel — é dado como garantia.
Assim, em caso de inadimplência, o imóvel pode ser leiloado para quitar a dívida.
O dinheiro emprestado pelo banco normalmente vem de recursos da caderneta de poupança, e existem duas principais modalidades de financiamento: O Sistema Financeiro de Habitação (SFH) , que é o mais comum; e O Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI) , mais voltado para imóveis de alto padrão.
O SFH financia imóveis residenciais urbanos de até R$ 2,25 milhões, e os bancos, por lei, podem cobrar juros de até 12% ao ano pelo empréstimo, somados à taxa referencial (TR) .
Além disso, o comprador de carteira assinada pode usar o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para dar entrada, abater parcelas ou quitar o saldo devedor — com regras específicas em relação ao uso.
Já no SFI, não existe teto de valor e a taxa de juros é livre, negociada diretamente entre banco e comprador.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.seudinheiro.com — o conteúdo pertence a Seu Dinheiro.