Por que o excesso de açúcar pode estar tornando você deprimido, segundo este estudo
Para muitas pessoas, humor e fome andam lado-a-lado.
Um delivery para comemorar as conquistas, a falta de apetite para as insatisfações e, não poderia faltar, um docinho para melhorar os momentos tristes.
O problema, porém, é quando essa união entre açúcar e sentimentos reverbera em outras regiões do corpo, como o pâncreas, o fígado e até mesmo o cérebro.
Durante décadas, psiquiatras buscaram explicar a depressão a partir da deficiência dos neurotransmissores e de que os antidepressivos funcionariam, em partes, ao aumentar sua disponibilidade no cérebro.
Mas essa explicação não dá conta de todos os casos.
Por isso, os cientistas passaram a investigar outros mecanismos que podem estar envolvidos no transtorno, entre eles a maneira como o organismo controla o açúcar presente no sangue.
Pode parecer estranho relacionar o funcionamento do cérebro à quantidade de açúcar circulando pelo organismo, mas basta observar o gasto de energia deste órgão para entender o motivo pelo qual os pesquisadores estão interessados nessa conexão.
Embora represente cerca de 2% do peso corporal, o cérebro consome aproximadamente 20% da energia utilizada pelo organismo.
Energia essa que provém, em sua maioria, da glicose.
Para que essa energia chegue às células, o corpo conta com a insulina, hormônio produzido pelo pâncreas que regula a entrada da glicose em diferentes tecidos.
Quando esse mecanismo não funciona, porém, o corpo precisa fazer um esforço maior para manter o controle da glicemia.
Com o tempo, essa dificuldade pode favorecer o desenvolvimento do diabetes tipo 2.
A alimentação também participa desse processo.
Refeições ricas em carboidratos refinados e açúcares podem provocar elevações rápidas da glicemia, seguidas por uma redução dos níveis de glicose.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em revistagalileu.globo.com — o conteúdo pertence a Galileu.