O Supremo de Fachin, a vergonha de Cármen
A última sessão do Supremo foi um espetáculo medíocre, de gosto duvidoso e frustrante para 10 em cada 10 que acreditavam ser aquela uma sessão para entrar na história.
Essa minha impressão se consolidava a cada hora: Edson Fachin havia puxado para a Presidência um volume de poder quando demonstrava pouca capacidade para liderar o colegiado.
O homem que deveria enxergar o todo escolheu uma posição dentro da fratura.
Presidiu a crise como parte dela.
Deu no que deu: ministros de bronze não conseguem criar um tribunal de ouro.
Esse foi, para mim, o ponto central da sessão.
Fachin recolheu processos sensíveis para perto de sua mesa, suspendeu decisões, assumiu relatoria e fez da Presidência filtro obrigatório de procedimentos capazes de alcançar seus próprios ministros.
Poder concentrado exige autoridade proporcional.
Na sessão ocorreu o contrário: quanto mais poder aparecia reunido em sua cadeira de presidente, menor parecia sua capacidade de produzir unidade entre os onze.
Menos, entre os 10.
Menos ainda, entre os oito que protagonizaram o deprimente espetáculo.
A abertura prometia serenidade, colegialidade e respeito.
Poucas minutos depois, o plenário oferecia interrupções, ironias, acusações cruzadas, discussão sobre apartes, impedimentos, suspeições, grosserias, competência e relatoria.
Fachin precisava simultaneamente presidir os ministros e defender Fachin.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em revistaforum.com.br — o conteúdo pertence a Revista Fórum.