Preview: Gears of War: E-Day transforma tecnologia em peso, medo e destruição
Gears of War sempre funcionou melhor para mim quando cada passo parece ter consequência.
Não é só entrar em cobertura, serrar um Locust ou acertar uma recarga ativa; é sentir que existe massa naquele mundo, que Marcus ocupa espaço e que sair de trás de uma mureta no momento errado pode custar caro.
Depois de experimentar a versão pré-release de Gears of War: E-Day , fiquei com a impressão de que a The Coalition entendeu exatamente isso.
A tecnologia impressiona, claro, mas o que realmente me anima é perceber que ela está sendo usada para devolver perigo e brutalidade a uma série que nasceu fazendo o jogador respeitar cada corredor.
Voltar ao E-Day é voltar a ter medo dos Locust A escolha de retornar 14 anos antes do primeiro Gears of War poderia ser apenas uma desculpa confortável para colocar Marcus Fenix e Dominic Santiago novamente no centro da história.
O que me interessa é outra coisa: aqui, eles ainda não são aquelas figuras praticamente mitológicas que aprendemos a conhecer.
O Dia da Emergência acontece quando ninguém está preparado, e essa vulnerabilidade muda completamente o sabor da aventura.
Kalona aparece como uma cidade entrando em colapso, não como um campo de batalha que já aprendeu a conviver com a guerra.
O horror volta a ocupar espaço.
Corredores escuros, ambientes apertados e a presença dos Locust ganham uma agressividade que me lembra por que o primeiro jogo tinha algo quase sufocante em sua atmosfera.
Em vez de tratar os inimigos apenas como alvos para uma sequência de tiroteios, E-Day tenta recuperar a sensação de que aquelas criaturas acabaram de sair do chão e ninguém sabe exatamente como reagir.
Essa decisão combina muito bem com Marcus e Dom mais jovens.
Há menos domínio da situação e mais desespero, e isso deixa a brutalidade da franquia mais interessante.
Eu gosto de Gears quando ele é grandioso, mas gosto ainda mais quando a grandiosidade não elimina o medo.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.folhavitoria.com.br — o conteúdo pertence a Folha Vitória.