Fernando Cerimedo, aliado do clã Bolsonaro acusado de tentar matar ex, tinha gaveta recheada de dinheiro
A prisão de Fernando Cerimedo , marqueteiro argentino ligado ao clã Bolsonaro , ganhou um novo e explosivo capítulo na Bolívia.
Além de ser investigado como possível autor intelectual da tentativa de feminicídio contra a ex-companheira Nadia Beller , Cerimedo passou a ser alvo de uma apuração por enriquecimento ilícito depois que investigadores encontraram grandes quantias em dinheiro, compartimentos ocultos e outros objetos nos imóveis utilizados por ele em La Paz.
Uma fotografia divulgada por Nadia já havia colocado o dinheiro no centro do caso: a imagem mostra uma gaveta recheada de maços de cédulas , ao lado de uma placa de reconhecimento entregue a Cerimedo.
A origem e o valor total dos recursos ainda não foram esclarecidos pelas autoridades.
O novo capítulo ocorre um dia depois de a Fórum mostrar as acusações feitas por Nadia sobre o que ela diz ter ouvido do próprio Cerimedo a respeito de esquemas de corrupção no entorno de Javier Milei , na Argentina.
Gaveta de dinheiro abre nova investigação A investigação patrimonial foi aberta depois das declarações de Nadia e das buscas realizadas em La Paz.
Segundo a Fiscalía, os agentes encontraram grandes somas de dinheiro , móveis com compartimentos ocultos, objetos de valor e um veículo com características que o faziam parecer oficial.
No imóvel também foi localizada uma camiseta pertencente à Polícia boliviana .
As autoridades agora tentam determinar a origem do patrimônio e do dinheiro.
Até o momento, porém, não há comprovação de que os valores encontrados tenham relação com qualquer dos esquemas de corrupção mencionados por Nadia.
É justamente a origem desse dinheiro que passou a integrar a nova investigação contra Cerimedo.
Ex já havia revelado bastidores de corrupção de Milei Como a Fórum mostrou nesta quarta-feira (19), Nadia afirmou que Cerimedo lhe relatou bastidores do escândalo envolvendo a Agência Nacional de Deficiência da Argentina (Andis) e um suposto esquema de propinas que atinge o entorno político do presidente Javier Milei.
Segundo Beller, Cerimedo dizia que Karina Milei , irmã e principal operadora política do presidente argentino, estava envolvida no esquema.
A acusação feita pela boliviana ainda precisa ser comprovada judicialmente.
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