Após derretimento da Bolsa, BBA vê oportunidade em ações descontadas e aponta 7 nomes
A forte liquidação dos ativos brasileiros após a eleição levou o Ibovespa a níveis de valuation historicamente descontados, abrindo oportunidades para investidores seletivos, segundo relatório do Itaú BBA.
Após o índice tombar 13,88% em um único pregão, na pior sessão desde a pandemia, os estrategistas avaliaram quais ações passaram a oferecer os melhores pontos de entrada diante do novo cenário.
Nos últimos cinco pregões, o Ibovespa acumulou queda de 14%, para 176.608 pontos, enquanto o índice de small caps despencou 25%.
Em contrapartida, setores ligados a commodities conseguiram mostrar maior resiliência, com papel e celulose, agronegócio e mineração entre os destaques positivos.
Na avaliação do banco, a correção também tornou a Bolsa brasileira significativamente mais barata.
O Ibovespa passou a negociar a 8,1 vezes lucro projetado, abaixo da média histórica de 10 anos, de 10 vezes.
Excluindo Petrobras ( PETR4 ) e Vale ( VALE3 ), o múltiplo chega a 9 vezes, mais de 1,5 desvio padrão abaixo da média histórica de 11,9 vezes.
Leia também JPMorgan: Mercado brasileiro encontrará narrativa após choque; veja ações preferidas Após o tombo pós-eleição, JPMorgan avalia que investidores devem construir uma nova tese para o Brasil e destaca ações defensivas como favoritas, enquanto evita nomes mais sensíveis a juros e ao consumo doméstico Além disso, 11 dos 16 setores acompanhados pelo Itaú BBA negociam com desconto em relação às suas médias históricas, enquanto quase 65% das empresas do Ibovespa estão sendo negociadas abaixo dos múltiplos médios dos últimos cinco anos.
Sete ações chamam atenção após o sell-off Diante desse cenário, os estrategistas selecionaram sete papéis que passaram a apresentar métricas de valuation particularmente atrativas após a forte correção.
Entre as empresas ligadas a concessões e utilities , o destaque ficou para Sabesp ( SBSP3 ) e Orizon ( ORVR3 ), que oferecem taxas internas de retorno reais consideradas elevadas, de 12,4% a 18,1%, muito acima da taxa real de longo prazo da economia brasileira.
A Axia ( AXIA3 ) também aparece entre os destaques, com retorno real estimado de 14,8%.
No setor imobiliário, a construtora Cury ( CURY3 ) chamou atenção pela capacidade de geração de dividendos.
O banco estima dividend yield de 12,9% para 2027 e de 14,9% para 2028.
Já no segmento financeiro, o Itaú BBA destaca a XP Inc. (XP; BDR: XPBR31 ), que passou a negociar a apenas 7 vezes lucro projetado, além de oferecer rendimento de dividendos de cerca de 7% para 2027.
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