Justiça Eleitoral começa a preparar dados que vão abastecer 7,2 mil urnas
O TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul) iniciou nesta quinta-feira (17) a cerimônia de geração das mídias que serão utilizadas nas urnas eletrônicas durante as eleições de 2026.
A previsão é produzir cerca de 18 mil dispositivos para atender às mais de 7,2 mil seções eleitorais do Estado.
Apesar do nome técnico, o procedimento pode ser resumido de maneira simples: é nesta fase que a Justiça Eleitoral prepara os dispositivos que levarão às urnas os sistemas e as informações necessárias à votação, como os dados dos candidatos e dos eleitores de cada seção.
Presidente do TRE-MS e responsável pelo procedimento, juiz Carlos Alberto Garcete explicou que a geração começou depois da conclusão da análise dos registros de candidatura.
Segundo ele, o TRE-MS encerrou essa etapa na segunda-feira (14), com todos os pedidos julgados dentro do prazo.
“Tem que passar essa fase, tem que ficar decidido realmente quem vai ser candidato ou não, para que, a partir daí, a gente possa iniciar esse trabalho”, afirmou.
A abertura dos computadores utilizados na geração foi autorizada pelo magistrado por meio de uma senha encaminhada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
As equipes devem trabalhar até domingo (20) ou, no máximo, segunda-feira (21), para concluir a produção das mídias.
O coordenador de eleições do TRE-MS, Diogo Arantes, explicou que a preparação começa por uma mídia de carga.
É nela que são colocados os dados dos candidatos, dos eleitores, do município e dos sistemas necessários ao funcionamento das urnas.
Depois, o material será encaminhado às zonas eleitorais da Capital e do interior.
Em cada localidade, as urnas passarão pela preparação e por testes de funcionamento.
Fiscalização pública - A cerimônia foi acompanhada por representantes da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), do Ministério Público Eleitoral, de partidos políticos, de entidades fiscalizadoras e por observadores internacionais.
Garcete afirmou que a segurança das urnas não depende de um único procedimento, mas de uma sequência de testes, registros, lacres e auditorias iniciada ainda no ano anterior à eleição.
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