O Fim da Rua recupera o encanto das aventuras que não têm medo do absurdo
O Fim da Rua , novo filme de David Robert Mitchell, mistura ficção científica, aventura e drama familiar em uma história ambientada nos anos 1980.
Estrelado por Anne Hathaway, Ewan McGregor, Maisy Stella e Christian Convery, o longa acompanha uma família que vê sua rotina suburbana mudar depois que acontecimentos inexplicáveis transformam a vizinhança em um lugar completamente desconhecido.
A ambientação oitentista é muito mais do que um detalhe de época.
A maneira como Mitchell conduz a montagem, trabalha as cores e organiza o fluxo da narrativa cria uma sensação muito específica de cinema dos anos 80 e 90.
Há muito de Robert Zemeckis, Rob Reiner e até de Spielberg nessa inocência, especialmente quando o filme mergulha em um imaginário que parece enxergar o extraordinário através de uma perspectiva quase adolescente.
É uma delícia acompanhar esse universo tomando forma, porque o filme apresenta uma premissa tão maluca que, pouco a pouco, suas próprias regras fazem tudo parecer aceitável.
Existe uma criatividade constante na maneira como aquele mundo é explorado.
As possibilidades do universo parecem estar sempre abertas, e o filme brinca com elas sem perder completamente o fio da aventura.
É justamente por isso que o encerramento incomoda um pouco.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.bemparana.com.br — o conteúdo pertence a Bem Paraná.