Oncológicos devem estar no SUS em menos de seis meses, estima Ministério
Os primeiros medicamentos do novo componente de atenção farmacêutica para oncologia deverão começar a ser distribuídos em outubro , e a expansão da oferta deve ser concluída em até seis meses.
A previsão foi feita pela diretora do Departamento de Atenção ao Câncer do Ministério da Saúde, Guacyra Magalhães, em entrevista exclusiva ao Futuro da Saúde.
A partir desse mês, o Ministério da Saúde começa a testar sistemas e fluxos da nova política de assistência farmacêutica no SUS em oito estados e no Distrito Federal.
Segundo a diretora, esse piloto poderá envolver todos os serviços habilitados em oncologia de alguns estados e deve durar apenas algumas semanas antes da expansão nacional do modelo.
A implementação será gradual, conforme avançarem os processos de compra e licitação e a indústria consiga atender à demanda.
“Não dá para esperar o momento perfeito para começar”, diz.
Além disso, Guacyra antecipa que nove Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDTs) de oncologia devem ser publicados em outubro.
Ao todo, doze PCDTs estão em processo de atualização, e sua consulta pública encerrou no dia 8 de setembro.
Entre eles estão os protocolos de carcinoma diferenciado da tireoide, câncer de mama, adenocarcinoma de próstata, adenocarcinoma de estômago, neoplasia maligna epitelial de ovário, mieloma múltiplo, câncer epidermoide de cabeça e pescoço e melanoma cutâneo.
O projeto-piloto começa com três medicamentos — trastuzumabe entansina, trastuzumabe e dasatinibe — e vai testar, entre outros pontos, o sistema de autorização prévia.
Foram escolhidos serviços com diferentes perfis para identificar problemas antes da expansão nacional.
“Como envolve um novo sistema, temos que avaliar o caminho, se existem gargalos em algum serviço, se tem alguma funcionalidade que precisa ser melhorada.
Porque, quando expandir para o Brasil todo, se tiver alguma trava, vira um problema nacional”, afirmou Guacyra.
O desafio dos 180 dias Um dos objetivos dessa nova etapa é enfrentar um problema antigo da oncologia no SUS: o intervalo entre a incorporação de um medicamento e sua chegada efetiva aos pacientes.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em futurodasaude.com.br — o conteúdo pertence a Futuro da Saúde.