Sexo, telas e adolescência: o que a internet ensina (e não ensina) aos jovens
Durante muito tempo, as primeiras informações sobre sexo chegavam principalmente por conversas entre amigos, revistas, televisão, família ou escola.
Hoje, uma parcela importante dessa descoberta acontece dentro de uma tela.
Antes mesmo da primeira relação sexual, adolescentes podem ter acesso a pornografia , vídeos sobre desempenho, conteúdos sobre corpo e relacionamentos e relatos de experiências de outras pessoas.
O problema não é apenas a quantidade de informação disponível, mas a dificuldade de distinguir aquilo que informa daquilo que entretém, vende uma imagem ou simplesmente reproduz situações pouco realistas.
A internet não criou a curiosidade sexual da adolescência, mas mudou profundamente a maneira como ela pode ser satisfeita.
A pornografia, em particular, tornou-se muito mais acessível, privada e disponível.
Uma revisão sistemática recente sobre jovens de 16 a 25 anos encontrou ampla exposição à pornografia on-line , embora com diferenças importantes entre homens e mulheres e grande variação nos padrões de consumo.
A questão é o que acontece quando esse conteúdo se transforma, na ausência de outras referências, em uma espécie de educação sexual informal.
Pornografia não é educação sexual Pornografia é produzida para entretenimento, não para ensinar como funciona uma relação sexual.
Corpos, duração das relações, ereções, orgasmos e práticas podem ser apresentados de maneira muito distante da experiência cotidiana.
Também podem ficar fora da cena aspectos fundamentais da sexualidade , como consentimento, contracepção, prevenção de infecções sexualmente transmissíveis, intimidade, afeto, comunicação e respeito aos limites do outro.
Continua após a publicidade Isso não significa afirmar que assistir à pornografia necessariamente levará um adolescente a determinado comportamento.
A ciência exige mais cautela.
Uma revisão sistemática sobre exposição à pornografia e comportamento sexual encontrou associação com início mais precoce da vida sexual em parte dos estudos, mas os autores ressaltaram limitações metodológicas importantes e não encontraram evidências consistentes que permitam estabelecer causalidade para vários outros comportamentos.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em saude.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja Saúde.