Tensão entre EUA e Irã, produção industrial americana e campanha eleitoral estão no foco
Os indicadores futuros de ações americanas Nasdaq e S&P 500 caíam no começo desta terça-feira (18), com o setor de semicondutores puxando a baixa, após os índices mais relevantes dos Estados Unidos iniciarem a semana tombando.
A desvalorização é fruto da persistência da tensão entre os Estados Unidos e o Irã, da subida do preço do petróleo para acima de US$ 91 e da consequente preocupação com a inflação, que causam alta dos juros dos títulos públicos americanos.
Nesse ambiente, os investidores monitoram os números da produção industrial nos Estados Unidos, que serão divulgados pelo Fedral Reserve (Fed, o banco central dos EUA) hoje, para calibrar as suas expectativas para os juros.
No Brasil, além da guerra, o mercado está de olho na campanha eleitoral, que pode trazer volatilidade aos ativos.
A alta da cotação do petróleo ocorre em meio à incerteza sobre um acordo de cessar-fogo entre os países.
O prazo de 60 dias para um acordo expirou ontem e o pacto temporário firmado em junho ruiu.
As negociações estagnaram.
Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, afirmou que atacaria Omã "se o país atrapalhasse".
Já o principal negociador do Irã, Mohammad Baqer Qalibaf, afirmou que o Estreito de Ormuz permanecerá fechado até que os EUA cumpram as condições do acordo firmado com o Irã em junho.
Com a alta da cotação do petróleo, o temor da inflação é alimentado.
Nesse ambiente, os investidores também aguardam a ata do encontro do Fed amanhã, o destaque principal desta semana.
Antes, a expectativa do mercado de uma subida de juros nos Estados Unidos estava caindo, após dados de emprego fracos e indicadores de inflação moderados serem publicados.
Porém, a guerra aumenta as dúvidas sobre os próximos passos do Fed.
No Brasil, a guerra também torna o trabalho do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central mais complexo, apesar do Índice de Atividade Econômica do Banco Central – Brasil (IBC-Br) ontem ter sinalizado que a economia brasileira começou a dar pistas mais claras de desaceleração.
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