Petrobras puxa pra cima, bancos puxam pra baixo e Ibovespa fecha no zero a zero
Os mercados começaram a semana com maior aversão a risco, em meio a um cenário geopolítico incerto, que mantém os preços do petróleo em níveis que devem pressionar a inflação global -- o que gera debates em torno das taxas de juros globais.
No Brasil, a bolsa também recuava, com o setor financeiro empurrando o Ibovespa para baixo, mas a alta do petróleo impulsionou as ações das petrolíferas, principalmente da Petrobras.
Nesse cabo de guerra, o principal índice da B3 encerrou o dia no zero a zero.
O Ibovespa fechou estável, aos 166.784 pontos.
No mercado de câmbio, o dólar caiu 0,4% frente ao real, a R$ 5,20.
Nos EUA, os principais índices da Bolsa de Nova York recuaram, assim como as bolsas da Europa fecharam em campo negativo.
O petróleo tipo Brent, referência global e brasileira, subiu mais de 2%, superando o patamar dos US$ 90 o barril.
A cotação do ouro também avançou, ficando acima dos US$ 4.400, a onça troy.
O fim do período de cessar-fogo entre Irã e Estados Unidos fez o preço do petróleo avançar e pressiona as expectativas de inflação ao redor do mundo.
A alta do petróleo fez as ações da Petrobras (PETR3, PETR4) subirem mais de 1% .
A pressão negativo vei dos papéis do setor financeiro.
Segundo relatório do Santander para o segmento, o Brasil pode estar enfrentando uma crise de crédito estrutural, e não apenas cíclica.
As ações do Bradesco (BBDC4) e Banco do Brasil (BBAS3) foram as mais penalizadas, chegando a registrar queda de quase 2%.
Ambos os balanços do segundo trimestre apontaram crescimento significativo da inadimplência e recursos disponibilizados para possíveis calotes.
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