Gilmar minimiza risco de impeachment de ministros com Senado de direita
Ministro do Supremo classificou como "equívoco" ter como bandeira de campanha o impeachment de integrantes da Corte
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR O ministro Gilmar Mendes , do Supremo Tribunal Federal ( STF ), minimizou nesta quarta-feira, 19, o risco de impeachment de um integrante da Corte na próxima legislatura, mesmo que a maioria dos senadores eleitos seja de direita e Flávio Bolsonaro (PL-RJ) chegue à Presidência da República.
“Eu acho que, primeiro, é um equívoco [ter como bandeira de campanha o impeachment de ministros do STF], mas é um equívoco compreensível, porque certamente algumas pesquisas indicam que isso tem um apelo eleitoral. Entre o pensamento e o gesto, vai uma distância enorme. Certamente, se alguém com essa bandeira se tornar senador, ele terá imensas dificuldades de implementá-la, porque o todo institucional caminhará, talvez, num outro sentido “ , declarou Gilmar, em entrevista a jornalistas
“ Eu não fico preocupado com essa temática, mas entendo . Há, inclusive, um tipo de propaganda que se faz de que há um dolo, mas é um dolo bônus, que se faz apenas para fins de comercialização ou, no caso eleitoral, para fins eleitorais. Acredito que a questão está mais colocada em relação a esse contexto eleitoral, mas não para se efetivar quando alguém, eventualmente, lograr ou obter o cargo de senador” .
Gilmar afirmou também não se impressionar com esse tipo de promessa eleitoral: “Eu sou um enfermeiro que já viu sangue, então não me impressionam essas promessas de campanha” .
Questionado, posteriormente, se não avalia que há risco de impeachment de um integrante do Supremo se houver maioria de direita no Senado e Flávio for presidente, respondeu que “não” . “ Não imagino e também não vou trabalhar sobre cenários neste momento “ .
Na última quarta-feira, 12, o líder da oposição na Câmara dos Deputados, Cabo Gilberto Silva (PL-PB) , protocolou um novo pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes , do STF . A iniciativa foi anunciada após uma decisão do magistrado envolvendo um jornalista maranhense, que, na avaliação do deputado, representa censura à imprensa.
Durante coletiva no Salão Verde da Câmara, Cabo Gilberto afirmou que a liderança da oposição decidiu apresentar a medida após ser cobrada por jornalistas sobre quais providências seriam tomadas diante da decisão.
“Esta coletiva de imprensa foi solicitada pela liderança da oposição para defender justamente a imprensa brasileira” , afirmou.
O deputado citou o artigo 5º, inciso XIV, da Constituição Federal, que assegura o acesso à informação e resguarda o sigilo da fonte quando necessário ao exercício profissional.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.