Gigante dos eletrônicos entra em falência com milhares de lojas e começa uma das maiores despedidas do varejo
Rede de eletrônicos fechou quase metade das lojas na falência e tentou se salvar com uma parceria inusitada. Veja por que o plano não deu certo
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR O que você vai ver Qual gigante dos eletrônicos começou uma das maiores despedidas do varejo. O que aconteceu com as lojas que não fecharam de imediato. Por que a parceria com uma operadora de celular não deu certo. O que aconteceu numa segunda falência, apenas dois anos depois. Uma rede que chegou a somar milhares de lojas nos Estados Unidos entrou com pedido de recuperação judicial e, logo no início do processo, colocou quase metade das próprias unidades na lista de fechamento imediato.
A empresa é a RadioShack, tradicional varejista de eletrônicos que, em fevereiro de 2015, entrou com pedido de recuperação judicial nos Estados Unidos depois de décadas de vendas em queda, listando 1.784 das suas lojas americanas como candidatas ao fechamento imediato dentro do plano inicial de reestruturação.
O restante da rede, entre 1.500 e 2.400 lojas conforme o acordo final, foi vendido ao fundo de investimento Standard General, numa tentativa de manter parte da operação funcionando sob um novo dono em vez de liquidar a companhia por completo.
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Cerca de 1.750 das lojas que sobreviveram ao primeiro fechamento passaram a funcionar num modelo de “loja dentro da loja”, com a operadora de telefonia Sprint ocupando parte do espaço físico das unidades RadioShack para vender planos e aparelhos celulares, batizadas de “Sprint Team at RadioShack”.
A aposta era que a presença da Sprint atraísse um fluxo maior de clientes para dentro das lojas, gerando receita extra por meio de comissões sobre a venda de planos de celular, complemento que a RadioShack esperava usar para sustentar o restante do negócio de eletrônicos.
As vendas da Sprint desaceleraram no final de 2016, o que reduziu diretamente as comissões que a RadioShack esperava receber pelo espaço cedido dentro das próprias lojas, justamente a fonte de receita extra que sustentava o modelo de negócio combinado entre as duas marcas.
Sem esse reforço financeiro esperado, a RadioShack voltou a acumular prejuízos, repetindo o mesmo padrão de vendas insuficientes para cobrir os custos fixos de manter uma rede de lojas físicas de eletrônicos, problema que a parceria com a Sprint deveria ter resolvido e não resolveu.
Em março de 2017, exatos dois anos depois da primeira recuperação judicial, a RadioShack entrou com um novo pedido de proteção contra credores, dessa vez já com uma rede bem menor, de cerca de 1.300 lojas, das quais cerca de 200 foram fechadas imediatamente após o pedido.
Depois da segunda recuperação judicial, a maior parte das lojas físicas da RadioShack foi definitivamente fechada, mas o nome da marca sobreviveu por meio de licenciamento, passando a existir principalmente como loja online e em parcerias pontuais com outros varejistas, sem a rede de milhares de unidades físicas que a marcou por décadas.
Essa segunda queda, ainda mais rápida do que a primeira, reforçou entre analistas do varejo
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.