Terror nos mares: porta-aviões dos EUA tem fome, crises de saúde mental e vira crise após 200 dias no mar
O porta-aviões USS Abraham Lincoln, com cerca de 5 mil militares a bordo, acumula mais de 260 dias consecutivos em missão no Oriente Médio, superando em mais de três meses o período originalmente previsto.
Famílias de marinheiros denunciaram falta de comida, problemas de encanamento, contaminação da água e casos de militares que tentaram se jogar ao mar.
O navio, que partiu de San Diego em novembro de 2025 para uma missão rotineira no Pacífico, foi redirecionado para a guerra contra o Irã em janeiro de 2026 e será substituído pelo USS George Washington.
Crise a bordo: denúncias de famílias e condições precárias Parentes de militares embarcados no Abraham Lincoln relatam um quadro de deterioração progressiva das condições de vida a bordo: falta de comida, escassez de itens básicos de higiene pessoal, problemas de encanamento e casos de contaminação da água.
Segundo os familiares, a combinação entre a precariedade material e a pressão de uma missão de guerra sem prazo definido produziu consequências graves para a saúde mental da tripulação.
O cenário mais grave foi apurado pelo jornal britânico The Guardian : ao menos três militares tentaram se jogar no mar em episódios separados e foram impedidos por outros tripulantes, conforme reportagem reproduzida pelo G1.
A Marinha dos EUA, por sua vez, afirmou não ter observado aumento de pensamentos suicidas ou tentativas de suicídio a bordo, mas não divulgou dados sobre saúde mental da tripulação, alegando questões de segurança operacional e privacidade.
O porta-aviões está há mais de 260 dias no mar , quando o previsto era uma missão de sete meses, o equivalente a pouco mais de 210 dias.
Embarcações do tipo costumam atracar a cada 30 ou 40 dias para reabastecimento e descanso da tripulação.
A resposta oficial e a substituição do navio Questionado sobre as denúncias das famílias na quinta-feira (14), o presidente Donald Trump descartou qualquer preocupação.
Afirmou que o período de 260 dias “está longe de ser tempo suficiente” e que o navio seria substituído em breve por outro “muito parecido”.
O secretário de Defesa, Pete Hegseth, classificou os relatos sobre as condições a bordo como “completamente distorcidos”.
O comandante interino da Marinha adotou tom diferente: reconheceu que há problemas de saúde mental entre os marinheiros e que as tropas “foram levadas ao limite”, mas garantiu que a substituição do navio já estava planejada antes das denúncias virem a público.
O Abraham Lincoln será substituído pelo USS George Washington , outro porta-aviões de propulsão nuclear da classe Nimitz , com dimensões e capacidades equivalentes.
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