China promove representante comercial antes de reunião de Xi e Trump
O Conselho de Estado da China anunciou neste domingo (20.set.2026) a nomeação de Li Chenggang como representante internacional de comércio do país, um cargo equivalente ao de ministro, reforçando seu papel nas negociações econômicas e comerciais com os principais parceiros de Pequim.
A nomeação é feita poucos dias antes da reunião entre o presidente chinês, Xi Jinping (Partido Comunista da China), com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), em Washington.
Xi é esperado na capital norte-americana em 24 de setembro.
Veterano negociador comercial, Li também ocupa o cargo de vice-ministro do Comércio da China.
Ele havia sido nomeado, em abril de 2025, representante internacional de comércio do ministério, justamente por seu histórico como negociador com os EUA.
Chenggang atuou como ministro assistente do Comércio do país de 2018 a 2021 –período que compreende metade do 1º mandato de Trump na Casa Branca.
Na prática, isso sinaliza que Pequim está satisfeita com o desempenho de Chenggang nas tratativas com os EUA.
Ele conseguiu articular junto ao representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, uma trégua nas tarifas entre os países e a China foi um dos poucos países a não ceder às pressões norte-americanas.
Mesmo depois das tarifas entre EUA e China terem escalado para mais de 100% no início de 2025, os países conseguiram estabilizar a relação diplomática e comercial desde então.
Os últimos encontros entre Trump e China –na Coreia do Sul em 2025 e em Pequim em 2026– tiveram peso, mas o esforço de negociação com a Casa Branca tem sido orquestrado por Chenggang.
O tema comércio deverá ter um peso importante no encontro entre Xi e Trump em Washington.
Nos últimos meses, os EUA têm aumentado o tom contra as políticas comerciais da China, dizendo que o país asiático de promove exportações para quebrar empresas em outros locais.
Ao mesmo tempo, as vendas de produtos chineses para os EUA aumentaram.
Em agosto, as exportações da China para os EUA cresceram 34,4%, atingindo US$ 42,5 bilhões.
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