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Pesando menos que muitos gatos domésticos, este predador consegue enfrentar serpentes venenosas graças a reflexos rápidos, ataques repetidos e uma resistência incomum a determinadas toxinas

O Antagonista ·
Pesando menos que muitos gatos domésticos, este predador consegue enfrentar serpentes venenosas graças a reflexos rápidos, ataques repetidos e uma resistência incomum a determinadas toxinas

Velocidade, ataques dirigidos à cabeça e alterações em receptores musculares ajudam algumas espécies a enfrentar serpentes sem depender de imunidade completa

Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR O mangusto reúne velocidade, comportamento defensivo e algumas adaptações fisiológicas que ajudam certas espécies a sobreviver a confrontos com serpentes venenosas. Isso não significa imunidade completa ao veneno. Espécies como o mangusto-cinzento-indiano ( Urva edwardsii , tradicionalmente Herpestes edwardsii ) podem pesar perto de 1 a 2 quilos e dependem principalmente de esquivas rápidas, posicionamento e ataques dirigidos à cabeça da serpente para reduzir a chance de serem mordidas.

Durante confrontos com cobras, o mangusto pode aproximar-se, recuar rapidamente diante do bote e repetir esse processo até encontrar uma oportunidade para morder a região posterior da cabeça. O San Diego Zoo destaca justamente sua rapidez para evitar o ataque e alcançar o pescoço da cobra antes que ela consiga responder novamente.

A habilidade não torna o resultado previsível. Uma cobra continua sendo capaz de ferir ou matar um mangusto se conseguir introduzir veneno em quantidade suficiente. A vantagem do mamífero surge da combinação entre reflexos, movimentação rápida e estratégia de ataque, não de uma suposta invulnerabilidade absoluta.

O mangusto-cinzento-indiano é conhecido por movimentar-se continuamente durante a procura por alimento e por utilizar mudanças rápidas de direção quando enfrenta serpentes. Em um confronto, ele pode provocar sucessivos botes, afastar-se antes do contato e aproveitar uma abertura para tentar prender a cabeça ou o pescoço do réptil.

Neste registro da National Geographic, um mangusto enfrenta uma cobra e é possível observar as rápidas esquivas utilizadas antes das tentativas de mordida.

Parte dessa resistência está relacionada aos receptores nicotínicos de acetilcolina presentes nos músculos. Certas neurotoxinas de serpentes normalmente se ligam a esses receptores e bloqueiam a transmissão necessária para a contração muscular, podendo provocar paralisia. Estudos encontraram alterações na região de ligação desses receptores em mangustos.

Em experimentos, receptores contendo a subunidade alfa do mangusto apresentaram afinidade muito menor pela alfa-bungarotoxina do que receptores de ratos. Isso ajuda a explicar resistência a determinadas alfa-neurotoxinas, mas não significa proteção contra todos os componentes de todos os venenos.

Veneno de serpente não é uma substância única. Diferentes espécies produzem misturas de toxinas que podem afetar nervos, músculos, sangue e tecidos por mecanismos distintos. Uma adaptação molecular contra determinada classe de neurotoxina não protege automaticamente o animal contra outras moléculas presentes em uma mordida.

Por isso, evitar ser atingido continua sendo a defesa mais importante. A resistência fisiológica funciona como uma camada adicional de proteção, enquanto velocidade, percepção dos movimentos da serpente e capacidade de sair da trajetória do bote reduzem a quantidade de situações em que o veneno chega efetivamente ao organismo.

Não.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.

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