TRE aprova candidato crítico da cúpula das Forças Armadas e do Governo Lula e reverte exclusão da chapa do PL
O piloto de caça Major Emmanuel, candidato a deputado federal (Foto: Divulgação) O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RR) aprovou, por seis votos a um, a candidatura a deputado federal do piloto de caça Major Emmanuel (PL), conhecido por duras críticas à alta cúpula das Forças Armadas e ao Governo Lula nas redes sociais.
A Corte, entretanto, ainda não publicou oficialmente o resultado do julgamento.
À Folha BV , o candidato se disse feliz que o tribunal agiu tecnicamente, “sem interferências políticas”.
“Os braços do Lula não chegaram ao Tribunal Regional Eleitoral de Roraima.
No PL, vimos o Valdemar cumprindo ordens do Ministro da Defesa do Lula e tentando me tirar.
Mas aqui, a lei prevaleceu”, declarou.
A relatora do processo, juíza Joana Sarmento de Matos , foi favorável à aprovação da candidatura e o voto foi acompanhado por Diego Carmo de Sousa , Renato Pereira Albuquerque , Fernando Pinheiro dos Santos e Mozarildo Cavalcanti , desembargador presidente da Corte.
O vice-presidente, desembargador Jésus Nascimento , foi o único divergente.
A íntegra dos votos ainda não foi disponibilizada.
Embora aprovado em convenção , Major Emmanuel foi excluído da chapa por decisão do diretório nacional presidido por Valdemar Costa Neto.
A coluna Bela Megale, do jornal O Globo , revelou que o dirigente resolveu atender um pedido do amigo, o ministro da Defesa, José Múcio, por incômodo com as críticas de Emmanuel nas redes sociais.
Neste contexto, no dia 3 de agosto, o diretório estadual do PL, presidido por Arthur Henrique (PL) , decidiu, de forma unânime, referendar a decisão nacional para cancelar a candidatura.
A ata da reunião, entretanto, não explica oficialmente o motivo da exclusão.
Nos autos, a defesa do candidato disse que ele cumpre todos os requisitos para ser candidato e criticou a decisão do PL de publicar a ata da exclusão em 7 de agosto, dois dias após o prazo final das convenções, quando já não era mais possível mudar de partido para disputar a eleição, nem mesmo por ele ser militar.
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