Lucro da Minerva cai 57% e atinge R$ 196,9 milhões no 2º trimestre
São Paulo, 13 - A Minerva Foods registrou lucro líquido de R$ 196,9 milhões no segundo trimestre de 2026, queda de 57% em relação aos R$ 458,3 milhões apurados em igual período do ano passado, informou a empresa na quarta-feira, 12, depois do fechamento do mercado financeiro.
Na comparação com o primeiro trimestre, porém, o lucro cresceu 125,6%.
No primeiro semestre, o lucro acumulado chegou a R$ 284,2 milhões.O Ebitda somou R$ 1,231 bilhão no trimestre, queda de 5,5% na comparação anual, enquanto a margem Ebitda ficou em 8,7%, ante 9,4% um ano antes.
Em relação ao primeiro trimestre, porém, houve recuperação de 10% no Ebitda e de 0,4 ponto porcentual na margem.
Segundo a companhia, a principal pressão sobre a rentabilidade veio da valorização do gado.
Considerando todos os países onde a companhia atua, o preço do animal está cerca de 27% acima do registrado há um ano, em média.
A alta do gado pressionou a margem bruta, que recuou de 17,6% para 16,6% no período de um ano.A receita líquida atingiu R$ 14,1 bilhões, alta de 1,3% ante o segundo trimestre de 2025 e de 5,2% sobre o primeiro trimestre.
A receita bruta foi de R$ 15,1 bilhões.
Nos últimos 12 meses, a receita líquida alcançou R$ 57,2 bilhões, recorde e 29,1% superior à registrada no mesmo período anterior.O resultado financeiro líquido foi negativo em R$ 756,8 milhões, alta de 26,7% ante o segundo trimestre de 2025.
Segundo a companhia, a piora foi explicada principalmente pela variação cambial, que teve efeito positivo de R$ 128,6 milhões no segundo trimestre do ano passado e negativo de R$ 35,2 milhões neste ano.A alavancagem líquida encerrou junho em 2,9 vezes, ante 2,7 vezes no fim do primeiro trimestre.
A dívida líquida passou de R$ 13,69 bilhões para R$ 14,36 bilhões no período, avanço de 4,9% em três meses.
O fluxo de caixa livre ficou negativo em R$ 611,4 milhões no trimestre.
Nos últimos 12 meses, porém, a geração de caixa livre acumulada ficou positiva em R$ 635,9 milhões.A empresa teve aumento dos investimentos em capital de giro, ligado principalmente à formação sazonal de estoques no primeiro semestre para atender aos mercados da China e dos Estados Unidos no segundo semestre.
A companhia chegou ao maior nível de estoques de sua história e espera negociar esses produtos nos próximos meses, estratégia semelhante à adotada no ano passado, quando houve liberação de quase R$ 2 bilhões em capital de giro no terceiro trimestre.
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