Durigan defende rigor na responsabilidade fiscal e fala em ‘liderança global’ do Brasil
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, reforçou nesta segunda-feira (17/8), durante a 27ª Conferência Anual do Santander, a necessidade de manter o rigor da responsabilidade fiscal em meio a um cenário geopolítico incerto.
Ele ainda afirmou que, em uma eventual vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições 2026, o governo olhará para o setor elétrico, biocombustíveis e minerais críticos, temas que podem consolidar o Brasil como uma “liderança global”.
O ministro afirmou que o governo vem tentando “incluir na discussão pública brasileira que a mesma intolerância que nós temos para a inflação alta, a gente tem que ter com irresponsabilidade fiscal.
Não dá para discutir o cenário político, com toda a divisão de poderes, com toda a polarização na sociedade brasileira, com toda a dificuldade de construir consenso, se não estivermos todos defendendo responsabilidade fiscal”.
Conheça o JOTA PRO Poder, plataforma de monitoramento que oferece transparência e previsibilidade para empresas Para Durigan, as boas práticas colocadas pela gestão do terceiro mandato de Lula devem ser mantidas e aperfeiçoadas.
“O arcabouço fiscal é a primeira delas.
Garante que o crescimento da despesa começa menor que o crescimento da reserva.
Nós temos visto isso no país”, afirmou.
O ministro também colocou a Reforma Tributária como outra boa prática fiscal.
“Ela vai ajudar a organizar o fiscal no médio e longo prazo”, pontuou.
Sobre o crescimento dos gastos obrigatórios, que devem ter um impacto de R$ 10 bilhões em 2027 e crescente nos próximos anos, o ministro afirmou que o governo já incutiu “na legislação nacional duas travas importantíssimas”.
“Esse trajeto está muito bem pavimentado.
Não minimizamos os problemas que nós temos porque a questão do endividamento público, ou do endividamento em geral, começa com o Tesouro Nacional, (…) Esse é o tema que nós vamos corrigir”.
Sobre o projeto dos próximos 4 anos em uma eventual vitória do presidente Lula nas eleições 2026, Durigan afirmou que o governo olhará para o setor elétrico, biocombustíveis, minerais críticos e como o Brasil usará a Inteligência Artificial (IA).
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