‘Olho por olho, o máximo que pode acontecer é todo mundo ficar cego’, diz Alckmin sobre tarifaço
O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou nesta segunda-feira (17/8), durante a 27ª Conferência Anual do Santander, que acredita no acordo entre Brasil e Estados Unidos.
Para o vice-presidente, a aplicação da tarifa adicional de 12,5% sobre produtos brasileiros, que se soma aos 25% já incidentes sobre quase um quinto das exportações do país, é uma “medida injusta e descabida”.
Segundo Alckmin, “o Brasil não sai da mesa de negociação” e seguirá trabalhando em um acordo que defenda o multilateralismo e o livre comércio.
Segundo o vice-presidente, “o Brasil não é problema.
Eles (Estados Unidos) têm superado (a balança comercial) .
Nos últimos 15 anos, é quase meio trilhão de superávit.
456 Bilhões de dólares de superávit”.
“Então, não é justo.
Se não é justo, a gente tem que trabalhar para resolver.
Então, o que o governo fez? Iniciou o processo de uma legislação aprovada por unanimidade, chamada de reciprocidade, não é reclamação, não interessa retaliar ninguém, porque que olho por olho, o máximo que pode acontecer, é todo mundo fica cego”.
Conheça o JOTA PRO Poder, plataforma de monitoramento que oferece transparência e previsibilidade para empresas Sobre o processo de negociação, Alckmin afirmou que o governo trabalha na defesa do “livre comércio, acordos e multilateralismo”.
Segundo ele, para que isso aconteça é preciso existir regras.
“Para isso, existe a Organização Mundial do Comércio (OMC).
Então, nós entramos com a declaração da OMC e os Estados Unidos aceitou.
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