O que os terremotos podem ensinar sobre a força dos furacões
Pesquisadores da Universidade Stanford demonstraram que equipamentos empregados no monitoramento de terremotos também podem fornecer informações sobre furacões.
O estudo, publicado na última quinta-feira (06) na revista Science , analisou sinais registrados durante a passagem do furacão Isaac pela Louisiana, em 2012.
A pesquisa foi conduzida por Qing Ji, Eric Dunham e Ipshita Dey e combina registros de seismômetros com dados de microfones capazes de detectar infrassom.
A proposta é transformar movimentos do solo e oscilações de pressão atmosférica em indicadores das condições existentes próximas à superfície durante uma tempestade.
A alternativa pode ampliar as informações disponíveis para acompanhar a evolução dos furacões.
Além de indicar a passagem do olho da tempestade, os instrumentos podem registrar características da turbulência na camada atmosférica mais próxima do solo, um elemento relevante para compreender mudanças na intensidade e no comportamento desses sistemas.
Uma nova forma de observar os furacões (Imagem: Mike Mareen / Shutterstock.com) Furacões de grande porte podem atingir centenas de quilômetros de extensão e são formados por uma estrutura que inclui um centro de baixa pressão, o olho, cercado pela parede do olho, onde se concentram ventos e chuvas intensos.
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