Flávio investe no Nordeste e vai ampliar campanha no Sudeste na reta final
A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) vai investir em agendas no Nordeste nos próximos dias e intensificar as ações no Sudeste na reta final do primeiro turno. O presidenciável passou Lula (PT) numericamente na pesquisa Quaest de segundo turno divulgada hoje.
Na última semana, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro participou de agendas em Roraima e Amazonas e hoje segue para o Pará. A partir de amanhã, vai cumprir agendas no Nordeste, com foco em Ceará, Bahia e Pernambuco. O plano é concentrar ações no Sudeste a partir do dia 25 de setembro, a reta final antes do primeiro turno.
No horário eleitoral, Flávio tem apostado nas pautas da economia (com foco em inflação, ao dizer que o poder de compra da população ruiu) e na questão da segurança pública (apontada pelo eleitor como o principal tema da eleição neste ano) para desconstruir Lula.
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Em agosto, o UOL mostrou que a equipe de Flávio já projetava ultrapassar Lula após o 7 de Setembro. Ele já vinha apresentando estabilidade nas pesquisas e diminuindo a diferença para Lula (PT) na margem de erro. O entendimento era que os ataques da campanha petista não estavam surtindo efeito contra ele.
Auxiliares de Flávio avaliam que ele tem espaço para crescer junto ao eleitorado que pretende votar em outros nomes da direita, como Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo), enquanto Lula atingiu o teto e é o único presidenciável da esquerda.
Ou seja, quando a disputa afunilar apenas entre os dois, vai ficar mais difícil para Lula angariar votos.
Aliados do presidenciável têm dito ainda que Lula está sem discurso de campanha e apostando na via judicial para governar e tentar se reeleger.
A avaliação é que a crise no STF (Supremo Tribunal Federal) prejudica o petista porque o eleitor associa o ministro Alexandre de Moraes a Lula. Com isso, Flávio e seus aliados têm usado o discurso de defesa da democracia para pedir a saída do ministro da Corte, alegando que esse caminho é necessário para preservar a instituição.
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