Vai proteger a carteira nas eleições? Confira a volatilidade implícita das opções
Proteger a carteira contra a volatilidade das eleições pode parecer uma decisão óbvia, mas contratar essa defesa sem avaliar seu custo pode limitar os ganhos e tornar a proteção menos eficiente.
Antes de comprar puts , o investidor precisa observar a volatilidade implícita para entender as expectativas do mercado e verificar se as opções já ficaram caras.
Segundo Mateus Medeiros , o Madruga , analista da Nomos, a volatilidade implícita pode orientar a decisão de proteger ou não a carteira e aponta o nível de 40% como zona de atenção.
Saiba mais: Mercado de opções para iniciantes: entenda como funciona e como começar a investir Proteção não é automática Enquanto as ações à vista refletem o momento atual do mercado, as opções incorporam expectativas sobre os próximos movimentos.
Dessa maneira, a volatilidade implícita oferece uma referência para avaliar o risco ao contratar proteção para o período eleitoral.
“As opções vão te dar uma probabilidade do movimento futuro”, explica.
Quem mantém ações deve acompanhar as opções de venda.
A put pode amortecer perdas nas quedas, mas a volatilidade implícita revela a demanda e o custo da proteção.
“Você quer proteger a sua carteira? Primeiramente, veja se as puts , que são a opção de venda, que vão proteger a sua carteira caso o mercado caia, se elas estão com a volatilidade implícita alta”, orienta.
Portanto, a proximidade das eleições não justifica proteção automática.
O investidor deve acompanhar a volatilidade implícita e os preços das puts , que são opções de venda, e das calls , que são opções de compra.
“Então, primeiramente, o que você tem que fazer antes das eleições, agora quando estiver chegando mais perto, é acompanhar a volatilidade implícita e acompanhar como vai estar o preço, seja para call , seja para put ”, afirma.
Além disso, a decisão deve considerar se os grandes participantes procuram defesa contra queda ou exposição direcional.
Essa diferença ajuda a definir o tamanho do hedge e evita que a proteção reduza desnecessariamente o potencial de valorização.
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