Morte do rei da fronteira no Paraguai gerou guerra de facções no Acre
Uma metralhadora calibre ponto 50 atravessou a blindagem do carro de Jorge Rafaat Toumani em uma noite de junho de 2016, em Pedro Juan Caballero, no Paraguai.
Cerca de 100 homens participaram da ação que matou o narcotraficante conhecido como “Rei da Fronteira”.
A execução, atribuída ao Primeiro Comando da Capital ( PCC ), derrubou um dos principais chefes do tráfico sul-americano e abriu uma guerra que alcançaria o Acre.
Em entrevista exclusiva à coluna, a comandante-geral da Polícia Militar do Acre , coronel Marta Renata Freitas, afirmou que a área de influência de Rafaat não se restringia à fronteira entre Paraguai e Mato Grosso do Sul.
O “reino” do traficante alcançava também o Acre, rota estratégica para o transporte de cocaína que entra no Brasil pelas fronteiras amazônicas.
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1 de 4 Arte/Metrópoles 2 de 4 Detentos encarcerados no Acre Divulgação/CNJ 3 de 4 Presos em presído acreano superlotado Divulgação/CNJ 4 de 4 Criminosos abarrotados em cela em Rio Branco (AC) Divulgação/CNJ A posição geográfica ajuda a explicar o interesse das facções.
O Acre faz fronteira com Peru e Bolívia e está inserido nos corredores utilizados para movimentar drogas produzidas na região andina.
“Estamos numa trifronteira e enfrentamos diversos problemas, entre os quais a questão do tráfico de drogas e, consequentemente, da disputa por território de organizações criminosas”, afirmou Marta.
Com a morte do Rei da Fronteira, o espaço deixado por ele passou a ser disputado pelas facções.
De um lado, o PCC.
Do outro, o Comando Vermelho (CV).
No Acre, a briga por território e pelas rotas internacionais do tráfico ajudou a produzir o período mais violento da história recente do estado.
Escalada de violência Segundo a comandante, a ofensiva das organizações criminosas já havia começado a ganhar força em 2015 e envolvia tanto facções de alcance nacional quanto grupos locais.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.metropoles.com — o conteúdo pertence a Metrópoles.