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Processo de reciprocidade marca mais um capítulo negativo da relação Lula x Trump

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Processo de reciprocidade marca mais um capítulo negativo da relação Lula x Trump

A abertura pelo Brasil do processo de reciprocidade contra os Estados Unidos por causa do tarifaço é mais um capítulo negativo na relação entre Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump.

Ao longo de um ano e meio de convivência como presidentes dos maiores países democráticos do Ocidente, os dois acumularam choques, intercalados por alguns momentos de demonstração de simpatia e aproximação.

Confira abaixo as idas e vindas dos dois mandatários: Lula apoia Kamala Durante o processo eleitoral dos EUA no segundo semestre de 2024, o presidente brasileiro declarou apoio à democrata Kamala Harris, adversária de Trump.

Trump retira embaixadora do Brasil Após tomar posse em janeiro de 2025, o presidente americano não nomeou um embaixador para o Brasil.

Elizabeth Bagley, indicada pela gestão do democrata Joe Biden, deixou o cargo após Trump assumir o poder e a representação diplomática no país passou a ser comandada por um encarregado de negócios.

Trump anuncia tarifaço de 50% Em julho do ano passado, Trump decretou o tarifaço de 50% sobre os produtos brasileiros exportados aos EUA e citou como justificativa uma suposta “perseguição” na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro por participação na tentativa de golpe de 2023.

Lula reagiu de forma dura.

Encontro nos bastidores da Assembleia da ONU Um encontro de 39 segundos nos bastidores da Assembleia Geral da ONU, em setembro do ano passado, mudou o rumo da relação.

Trump revelou minutos depois ao discursar que eles tiveram “uma química excelente”.

Ligações e encontro na Malasia A química resultou em telefonemas entre os dois e em um encontro em outubro na Malásia.

O americano chegou a relaxar o tarifaço, com retirada de produtos, e excluiu o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, das sanções previstas na Lei Magnitsky, utilizada para punir estrangeiros.

Visita de Lula à Casa Branca Em maio, Lula viajou aos Estados Unidos para um encontro de três horas, que incluiu um almoço, com Trump na Casa Branca.

A visita parecia ter selado um período de harmonia entre os dois presidentes.

Classificação de facções Mas 20 dias depois de Lula voltar ao Brasil, os EUA classificaram as facções criminosas CV e PCC como organizações terroristas, apesar dos apelos do governo brasilerio para que a medida não fosse tomada.

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