Seca no Tapajós acende alerta da Fiapa para logística; governo diz que navegação poderá ser mantida
Seca no Tapajós acende alerta da Fiapa para logística A possibilidade de uma estiagem severa na Amazônia acendeu o alerta para a logística do Arco Norte.
No rio Tapajós, um dos principais corredores para o transporte de grãos do Centro-Oeste até os portos do Pará, a redução do nível das águas pode comprometer a navegação nos próximos meses. ✅ Clique aqui e siga o canal g1 Santarém e Região no WhatsApp Diante do cenário, a Federação das Indústrias do Estado do Pará (Fiepa) defende a realização urgente de uma dragagem de manutenção em trechos críticos do rio.
A entidade afirma que mantém diálogo com o governo federal e associações do setor para evitar uma possível interrupção do tráfego de balsas.
Após 50 dias, navios com insumos para ZFM começam a chegar em Manaus.
Divulgação “Hoje nós temos ainda um risco muito real de acontecer, mais uma vez, uma interrupção da navegabilidade.
Prevenir sempre é melhor do que remediar.
Estamos diante de um problema iminente”, alerta o presidente da Fiepa, Alex Carvalho.
O Governo Federal, porém, afirmou em nota enviado ao g1, que decidiu não realizar, neste momento, a dragagem no trecho entre Itaituba e Santarém.
Segundo o governo, a decisão levou em consideração aspectos logísticos, ambientais e sociais, além dos cenários hidrológicos previstos para os próximos meses.
O governo também informou que a decisão ocorreu após diálogo entre os órgãos envolvidos e escuta de povos indígenas e comunidades tradicionais da região.
O peso do Arco Norte na economia Última seca severa afetou cerca 150 mil pessoas no Oeste do Pará Reprodução/TV Globo A preocupação do setor produtivo se dá em meio ao crescimento expressivo da região.
Em 2025, os portos e corredores do Arco Norte movimentaram 58,6 milhões de toneladas, volume 59% superior ao registrado em 2021.
Atualmente, a rota já responde por: quase 40% dos embarques nacionais de grãos; 48% das exportações brasileiras de milho; cerca de 60% do escoamento de grãos pelo Norte ocorre pelos rios Tapajós e Madeira, que movimentaram juntos aproximadamente 34 milhões de toneladas em 2025.
A rota paraense também é competitiva: transportar uma tonelada de grãos por Barcarena (PA) custa 10,87% menos do que pelo Porto de Santos (SP).
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