Da árvore de chá aos portos: o que a China constrói nas cidades do Brasil
No Jardim Botânico do Rio de Janeiro, uma árvore de chá ajuda a contar uma história que começou muito antes dos carros elétricos, dos trens de metrô e das linhas de transmissão.
Uma placa, reproduzida em uma apresentação para brasileiros na capital chinesa, registra que os primeiros chineses chegados ao Brasil plantaram ali mudas de chá em 1812.
Mais de dois séculos depois, a relação entre as duas nações já não cabe à sombra de uma árvore: ela passa pelos portos, cruza o território nacional em cabos de alta tensão e alcança o campo de agricultores no interior do Rio Grande do Norte.
A imagem da planta centenária abriu a última aula do seminário sobre Cidades Inteligentes para brasileiros, realizado em Pequim.
A VEJA foi o único veículo de imprensa brasileiro convidado a acompanhar presencialmente o curso que deu origem a esta reportagem de encerramento da série sobre cidades sustentáveis.
A apresentação tomou a árvore de chá como ponto de partida para abordar a Iniciativa Cinturão e Rota, lançada pela China em 2013 com o objetivo de ampliar conexões comerciais e de infraestrutura globais.
A exposição reuniu uma série de empreendimentos em solo brasileiro.
Segundo dados apresentados pelo governo, a presença chinesa se tornou parte intrínseca das decisões sobre transporte, produção e abastecimento no país.
Na rede elétrica nacional, a estatal State Grid construiu e opera os grandes projetos de transmissão Belo Monte I e II.
Em Santos, o grupo chinês COFCO avança na construção do terminal STS11, voltado à movimentação de produtos agrícolas.
No transporte público, empresas chinesas forneceram composições de metrô operantes em cidades brasileiras.
Além disso, a apresentação destacou a Ponte Salvador–Itaparica, na Bahia, projeto que conta com a participação de empresa chinesa e cujos benefícios anunciados (como a redução da distância percorrida por cargas) só poderão ser mensurados após a conclusão e efetiva operação da obra.
Continua após a publicidade Cada um desses empreendimentos atende a funções distintas, mas todos influenciam diretamente a maneira como pessoas, mercadorias e energia circulam no Brasil.
É exatamente por essa razão que o tema integra o debate sobre cidades inteligentes: uma metrópole depende visceralmente da eletricidade que chega de longe, dos portos por onde fluem suas riquezas e dos sistemas de transporte que a atravessam.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.