O que esperar da Assembleia Geral da ONU, que terá discursos de Lula e Trump
Chefes de Estado, ministros, diplomatas e autoridades de diversos países estarão reunidos em Nova York a partir da próxima terça-feira, 22, para a Assembleia Geral das Nações Unidas .
A 81ª edição do encontro será comandada por Khalilur Rahman, ministro das Relações Exteriores de Bangladesh , sob o lema “Restaurando a confiança e administrando transformações: uma ONU que produza resultados para todos”.
A programação deste ano deve abordar os conflitos no Irã e na Ucrânia , a situação na Faixa de Gaza , a defesa da democracia e a inteligência artificial, além da situação financeira da própria ONU.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou a Nova York no domingo, 20, para aquela que pode ser sua última participação na Assembleia Geral da ONU.
A viagem ocorre a exatas duas semanas do primeiro turno das eleições brasileiras, marcado para 4 de outubro.
O principal compromisso do petista será na terça-feira, 22, quando fará o pronunciamento que tradicionalmente inaugura a participação dos chefes de Estado na Assembleia Geral desde 1955.
Continua após a publicidade Lula deve tratar de temas como a defesa da soberania dos países, o combate à fome e à pobreza, mudanças climáticas, crime organizado e a necessidade de reforma das instituições multilaterais, especialmente do Conselho de Segurança da ONU.
Na sequência, será a vez de Donald Trump , presidente dos Estados Unidos, país anfitrião.
Embora não exista uma reunião bilateral programada entre os dois, a agenda pode proporcionar um contato informal semelhante ao ocorrido no ano passado, quando os presidentes trocaram algumas palavras nos bastidores antes de seus discursos.
Continua após a publicidade Agenda de Lula Nesta segunda-feira, Lula concentra parte da agenda em encontros políticos e diplomáticos em Nova York.
Entre os compromissos está uma reunião com o prefeito da cidade, Zohran Mamdani , além de encontros com o atual secretário-geral da ONU, António Guterres , o senador americano Bernie Sanders e o presidente do Uruguai , Yamandú Orsi.
Integrante da ala mais à esquerda do Partido Democrata e um dos principais críticos do presidente Donald Trump, Mamdani já havia tentado se reunir com Lula durante a Assembleia Geral de 2025, quando ainda disputava a Prefeitura de Nova York.
Na ocasião, porém, os dois não conseguiram conciliar as agendas.
A reunião desta segunda-feira ocorreu na residência oficial do representante do Brasil junto à ONU, embaixador Sérgio Danese.
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