Guerras, petróleo e eleições: os fatores que devem manter a volatilidade em alta, segundo a O2 Capital
O mercado financeiro deve continuar enfrentando um cenário de elevada volatilidade diante das incertezas geopolíticas, dos impactos sobre o petróleo e das questões fiscais e eleitorais no Brasil, segundo Oestes Marques Costa, sócio da O2 Capital.
Na avaliação do especialista, o mercado vinha apreensivo há alguns meses, mas reagiu positivamente após os Estados Unidos darem mais tempo para que países que poderiam sofrer sanções ajustassem as negociações com o Irã.
“O mercado está apreensivo há alguns meses, com uma volatilidade importante”, afirmou.
Veja a análise completa no Giro do Mercado Segundo Costa, havia uma expectativa maior em relação à fala do secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, diante da possibilidade de uma decisão econômica envolvendo o Irã.
Como o anunciado “Dia D” econômico não se concretizou até o momento e os EUA concederam mais prazo para as negociações, o mercado reagiu bem, avaliou Costa.
Petróleo deve continuar pressionado Apesar da reação positiva, o analista não vê espaço para uma estabilização rápida dos preços do petróleo.
O cenário é agravado, segundo ele, pela existência de duas guerras em momentos considerados críticos: uma na Ucrânia e outra no Oriente Médio.
Para o sócio da O2 Capital esse cenário vai pressionar a inflação em todos os países: “Certamente vai criar dificuldades para nós no Brasil, porque a inflação aponta para cima a curto e médio prazo”, afirmou.
Sanções podem afetar comércio global Costa também destacou os possíveis impactos econômicos das sanções sobre países que possuem peso relevante no comércio internacional.
Na visão do executivo, os efeitos podem chegar ao Brasil principalmente por meio de commodities estratégicas.
“Os países que podem sofrer sanções são grandes players mundiais, o que certamente afeta o comércio global e o Brasil está inserido nisso, a começar pelo petróleo, além de fertilizantes e outras mercadorias”, destacou.
Segundo ele, a estratégia dos Estados Unidos é utilizar a pressão econômica para levar o Irã novamente à mesa de negociação em uma posição mais fragilizada.
Brasil tem eleições e fiscal no radar No mercado brasileiro, Costa vê “todos os ingredientes” para uma volatilidade relevante, especialmente diante do comportamento dos investidores estrangeiros.
“Se os estrangeiros pararem de tirar recursos a bolsa sobe.
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